O Movimento Associativo Africano em Moçambique. Tradição e Luta (1926-1962)

  • Olga Iglésias Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias

Resumo

RESUMO

O movimento associativo africano na Colónia de Moçambique
desempenhou um papel significante e activo na transformação
de um proto-nacionalismo numa consciência nacionalista interventiva. Pela sua importância, eis o título do presente artigo: “O movimento associativo africano em Moçambique”. As fontes orais, escritas e iconográficas recolhidas, interpretadas e analisadas criticamente permitem-nos demonstrar a tese da existência de uma ponte entre as primeiras iniciativas da sociedade civil, no dealbar do século XX e os movimentos independentistas, no início da década de sessenta, pelo que foram definidas como balizas cronológicas, 1926 a 1962, espaço temporal em que a causa africana se transformou em causa nacional.
Em primeiro lugar, contextualizou-se a Colónia de Moçambique no quadro do império colonial português, analisando a estrutura económica, social e política para numa segunda parte, se caracterizar as associações africanas, pela sua actuação, a sua voz reprimida e silenciada na imprensa e na sociedade e se verificar que cresceram, como uma onda de contestação que se agigantou até atingirem o ponto mais alto, com a unidade de acção contra o regime colonial. O subtítulo do texto: “Tradição e luta” implicou conhecer as Mulheres e os Homens, os actores sociais que animaram esse movimento, demonstrando a sua pertença à elite defensora da “causa africana”, motivação que ainda hoje inspira cientistas, escritores e estudiosos dos Povos que constroem Moçambique e aspiram a um mundo melhor.

ABSTRACT

The African associative movement in the former Mozambique
Portuguese colony played a significant and active role in the transformation of a proto-nationalism on a more interventive national conscience.
Its importance justifies the title of the present article: “The African associative movement in Mozambique”. The collection, interpretation and analysis of the verbal, written and iconographic sources, allow us to demonstrate the existence of a bridge between the first initiatives of the civil society in the beginning of the 20th century and the emergence of the independent movements in the earlier sixties. In conclusion, 1926 and 1962 can be defined as milestones, the chronological time which separates the African cause from a truly national conscience.
On a first approach, Mozambique Colony is placed in the greater picture of the Portuguese overseas territories, analyzing its economic, social and political structure. Secondly, this thesis produce a characterization of the African associations, remarking its actions, press censorship and social constraints, and, finally, putting in evidence the real growth of the movement, as a wave of plea that got bigger and bigger until reaching its highest point with the unified action against the colonial regime.
The sub-heading of the text: “Tradition and fight”, concerns to
the Women and Men who livened up that movement, at the core of the “African cause” elite, with such a motivation that, till today, inspires scientists, writers and scholars who embrace the study of all the groups who build Mozambique as a sole nation and believe in a better
world.
Como citar
IGLÉSIAS, Olga. O Movimento Associativo Africano em Moçambique. Tradição e Luta (1926-1962). Africanologia - Revista Lusófona de Estudos Africanos, [S.l.], n. 2, june 2010. ISSN 1645-9970. Disponível em: <http://revistas.ulusofona.pt/index.php/africanologia/article/view/1319>. Acesso em: 22 aug. 2017.
Secção
Artigos