A Chávena <i>Kitsch</i>

  • Paula Cristina Costa ULHT

Resumo

A noite começa agora na cidade com o pôr-do-sol. O rio embala já as últimas barcaças do dia. As vozes que se ouvem ao longe são estridentes e peganhentas como o cheiro melado a caramelo, amendoins torrados, ervas de cheiro e sopas chinesas. Pela janela do quarto, os últimos raios de sol iluminam a seda da colcha da cama. Ele bebe um whiskey e fuma um cigarro chinês. Ela olha-o, como se o olhasse pela primeira vez. Tantos anos passados de encontros clandestinos naquele quarto e cada vez que o olhava com aquela luz dourada do entardecer, ele parecia-lhe sempre diferente em qualquer coisa. Que ela não sabia bem o quê.

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Como citar
COSTA, Paula Cristina. A Chávena Kitsch. Babilónia - Revista Lusófona de Línguas, Culturas e Tradução, [S.l.], n. 04, dec. 2010. ISSN 1646-3730. Disponível em: <http://revistas.ulusofona.pt/index.php/babilonia/article/view/1738>. Acesso em: 26 june 2019.
Secção
Escrita Criativa