A representação dos afetos em Amar, verbo intransitivo, de Mário de Andrade

  • Neides Marsane John Bolzan Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias

Resumo

A literatura está presente na vida humana há muito tempo: primeiramente
manifestada na oralidade, para depois, revelar-se de forma escrita. No entanto, em ambas as maneiras, a estrutura do pensamento humano e os elementos culturais que dialogam com o processo de expressão da linguagem do sujeito que produz a criação se manifestam. Assim, a psicanálise como a literatura demonstram essas particularidades porque, as duas têm como foco construções linguísticas, que se tornam singulares porque são individuais, e plurais porque dialogam com estruturas psíquicas
de outras pessoas. Além disso, na manifestação da linguagem, com
as palavras, são construídos sensores de estimulação afetiva, os quais podem ser percebidos bem ou mal pelos leitores. Em vista disso, neste trabalho, faz-se uma reflexão acerca do funcionamento do sistema psíquico, a fim de se evidenciar algumas relações de aproximação entre literatura e psicanálise; também uma pesquisa em torno dos elementos culturais que entram como fatores provocadores de sentido na construção da narrativa, que se mascara como romance, mas foi denominada de idílio pelo autor, e em cujo título há uma reflexão sobre o verbo amar, classificado como verbo intransitivo; e por último, faz-se uma leitura dos afetos que podem ser percebidos em Amar, verbo intransitivo, de Mário de Andrade. Para isso, faz-se uma investigação em torno do que há registrado sobre o autor e a obra que é objeto da análise; busca-se embasamento teórico em Sigmund Freud à parte de psicanálise; e em Barthes e em Bonicci à parte da literatura; construindo-se, assim, uma representação para a leitura dos afetos, enriquecendo as pesquisas na área de Literatura Comparada.

Palavras-chave. Literatura. Psicanálise. Afetos. Amar, verbo intransitivo
Publicado
Aug 2, 2015
Como citar
BOLZAN, Neides Marsane John. A representação dos afetos em Amar, verbo intransitivo, de Mário de Andrade. Babilónia - Revista Lusófona de Línguas, Culturas e Tradução, [S.l.], n. 13, aug. 2015. ISSN 1646-3730. Disponível em: <http://revistas.ulusofona.pt/index.php/babilonia/article/view/5164>. Acesso em: 23 oct. 2017.