Une ruse, de Guy de Maupassant

  • Ana Cristina Tavares Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias

Resumo

GUY DE MAUPASSANT (1850-1893)
Escritor realista, descreveu a sociedade da sua época de modo pitoresco e, por vezes, cruel. Este contista pessimista, soube mostrar-nos os desejos, obsessões e pesadelos da alma humana. Para ganhar a vida trabalhou inicialmente como funcionário no Ministério da Marinha e depois no da Educação. Graças a Flaubert, amigo de infância de sua mãe, relacionou-se com os principais escritores da sua época, tanto franceses como estrangeiros. Acabou por deixar o seu trabalho monótono e viver apenas como jornalista e escritor. Assim, publicou mais de trezentos contos, reunidos numa quinzena de volumes; seis romances, dos quais recordamos Une vie (1883) ou Bel Ami (1886) ; cerca de duzentas crónicas; várias novelas e algumas peças de teatro. O seu sucesso e riqueza abriram-lhe as portas da alta sociedade. Desse modo, deixaram de ser os camponeses, os pequenos funcionários ou as belas jovens que encontrava à beira do Sena a sua fonte de inspiração, interessando-se preferencialmente pelos meandros sentimentais das classes elevadas. Sofreu atrozmente por causa da sifílis, com terríveis alucinações e crises nervosas. Como ele próprio afirmou antes de morrer : “Je suis entré dans la vie comme un météore et j’en sortirai par un coup de foudre”. Após uma tentativa de suícidio acabou por morrer numa clínica para doentes mentais. Em Portugal, além de alguns romances traduziram-se sobretudo os seus contos fantásticos, nos anos 50 e 60. O breve conto que apresentamos de seguida foi publicado em 1882.

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Como citar
TAVARES, Ana Cristina. Une ruse, de Guy de Maupassant. Babilónia - Revista Lusófona de Línguas, Culturas e Tradução, [S.l.], n. 06/07, nov. 2009. ISSN 1646-3730. Disponível em: <http://revistas.ulusofona.pt/index.php/babilonia/article/view/911>. Acesso em: 22 apr. 2019.
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