Carl Einstein e a força da arte

  • José A. Bragança de Miranda Professor na ECATI/ULHT – UNL/FSCH

Resumo

Com a morte de Carl Einstein, em 1940, consumou-se um desaparecimento voluntário, a que está sempre ligado uma secreta vontade de desaparecer e de não deixar traços. Com o desprezo pelo «eu» que caracterizou aqueles que assistiram ao colapso da revolução europeia, Einstein entregava-se ao comum, à gramática colectiva, a que ele próprio se refere no extraordinário epitáfio que dedicou a Durruti1. Ele é um habitante de essa memória do comum e da sua gramática universal, envolto por uma cortina de silêncio que se abateu sobre ele, e que durou demasiadamente.
Publicado
Sep 3, 2013
Como citar
BRAGANÇA DE MIRANDA, José A.. Carl Einstein e a força da arte. Caleidoscópio: Revista de Comunicação e Cultura, [S.l.], n. 11/12, sep. 2013. ISSN 1645-2585. Disponível em: <http://revistas.ulusofona.pt/index.php/caleidoscopio/article/view/3722>. Acesso em: 24 may 2017.
Secção
Artigos