História da Europa, das Conquistas e do Avanço Tecnológico: uma Perspectiva Bio-geográfica da História da Humanidade

  • Eugénia Loureiro ULHT

Resumo

Se tivermos como ponto de partida a história da evolução humana, o último ancestral comum entre os Pongídeos (Gorila, Chimpanzé e Orangotango) e a linha evolutiva que originou os humanos modernos (Hominídeos) viveu entre 5 e 7 milhões de anos. Os fósseis mais antigos da nossa linhagem, os australopithecíneos, datam de 4.5 a 2 milhões de anos (Lewin & Foley, 2004). O Australopithecus andava sobre duas pernas como os humanos modernos, apesar da eficiência do seu bipedismo ser ainda um assunto muito discutido (Clarke & Tobias, 1995; Spoor et al., 1996), mas o seu cérebro era aproximadamente do mesmo tamanho que o dos modernos pongídeos. Apesar de capazes de uma locomoção bípede, os seus braços eram compridos e tinham dedos longos e curvos que sugerem que estavam à vontade num ambiente mais arborícola. Os australopithecíneos foram um grupo extremamente bem sucedido, pois persistiram durante aproximadamente 3 milhões de anos, diversificandose em diferentes espécies. Este género pode ser dividido em dois grandes grupos, o das formas gráceis e o das formas robustas. As formas gráceis eram mais pequenas e esguias, com uma dieta que incluía plantas e animais. Por contraste, as formas robustas tornaram-se altamente especializadas numa dieta vegetariana, desenvolvendo fortes mandíbulas e enormes dentes molares (Lewin & Foley, 2004). As formas robustas sobreviveram mais tempo e foram contemporâneas dos primeiros exemplares do nosso género, o género Homo.
Publicado
Sep 5, 2011
Como citar
LOUREIRO, Eugénia. História da Europa, das Conquistas e do Avanço Tecnológico: uma Perspectiva Bio-geográfica da História da Humanidade. Res-Publica - Revista Lusófona de Ciência Política e Relações Internacionais, [S.l.], sep. 2011. ISSN 1646-3862. Disponível em: <http://revistas.ulusofona.pt/index.php/respublica/article/view/2422>. Acesso em: 22 sep. 2017.