O QUE É A UNIVERSIDADE LUSÓFONA DE HUMANIDADES E TECNOLOGIAS?

  • Fernando Santos Neves Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias

Resumo

Se é verdade que todos os dias têm de ser “Dia da Universidade”, nada impede que se aproveite do “Dia da Universidade propriamente dito”, para tentar, de maneira mais consciente e mais responsável, responder à pergunta: Que é a Universidade, a nossa Universidade, a Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, a U.L.H.T., a Lusófona, para simplificar e como é habitualmente designada? E apesar de também ser verdade que as perguntas são sempre mais importantes do que as respostas, porque quem pergunta é porque já sabe responder, na linha de pensadores tão diversos como Pascal (“Ninguém procuraria Deus, se já não o tivesse encontrado!”) ou Marx (“Uma sociedade só avança para as revoluções que já é capaz de fazer!”) ou Agostinho da Silva (“Quem discute é porque já está de acordo!”), para não falar do espertalhoide título “Se não sabe, porque é que pergunta?, eu pergunto e vou procurar responder. Por várias razões, a começar por esta de a Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias se ter transformado no ponto de referência (o “analogatum princeps” dos antigos lógicos) de todo um conjunto de estabelecimentos de ensino que a si mesmos se deram a designação de “Grupo Lusófona” (“Grupo Lusófona”, digo e não “Grupo Lusófono”!). “Honor, Ónus”, grande “honra”, mas também grande “peso” para a “Lusófona” e, para todas as demais Escolas, necessidade absoluta de saberem o que é, afinal, essa(esta) “Lusófona” que a todas define e que todas devem autonomamente imitar, para que a designação de “Grupo Lusófona” não seja uma ilusão ou até uma mentira! Nem bastaria, evidentemente, limitar-se a citar o para nós primordial artigo do Decreto-Lei fundador da ULHT, em que se diz ter a “Lusófona” como objectivos “o ensino, a investigação e a prestação de serviços nos vários domínios da ciência, da cultura e das tecnologias, numa perspetiva interdisciplinar e, especialmente, em ordem ao desenvolvimento dos países e povos de língua portuguesa” (art. 4º do Decreto-Lei nº 92/98 de 14 de Abril).
Ou talvez até baste, mas no fim das nossas explicações, já que, como todas as boas definições, também esta deverá vir no fim e não no princípio da investigação.
Como citar
SANTOS NEVES, Fernando. O QUE É A UNIVERSIDADE LUSÓFONA DE HUMANIDADES E TECNOLOGIAS?. Revista Lusófona de Humanidades e Tecnologias, [S.l.], n. 12, nov. 2009. ISSN 1646-4028. Disponível em: <http://revistas.ulusofona.pt/index.php/rhumanidades/article/view/977>. Acesso em: 29 mar. 2017.
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