A “LUSÓFONA”, MAIS QUE UMA “NOVA UNIVERSIDADE”, QUER SER UMA “UNIVERSIDADE NOVA DE HUMANIDADES E TECNOLOGIAS”.

  • Fernando Santos Neves Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias

Resumo

A “Lusófona”, mais que uma “Nova Universidade”, quer ser uma “Universidade Nova de Humanidades e Tecnologias”. O primeiro projeto, em Portugal, de uma tal Universidade foi, nos anos 70 do século passado, o projeto da “Universidade Nova de Lisboa”, o qual, por razões várias, não passou disso mesmo, de um projeto, inviabilizado e tornado velho ainda antes de nascer, não obstante as louváveis mas frustradas tentativas do Prof. Leopoldo Guimarães na Faculdade de Ciências e Tecnologia do Monte da Caparica e a renovada metodologia, a que sempre augurei e auguro os maioresêxitos, introduzida pelo Prof. Freitas do Amaral na sua Faculdade de Direito, não por acaso combatida ou simplesmente ignorada pelas outras Faculdades Jurídicas. E o tal projeto novo, que não chegou a sê-lo, era essencialmente o seguinte: uma universidade situada num campus, com as diversas áreas científicas estruturadas não em Faculdades autárcicas e autistas mas em departamentos autónomos a comunicarem entre si, ou seja, utilizando uma terminologia mais académica: um campus universitário, uma interdisciplinaridade cientifico-pedagógica, uma departamentalidade institucional. Infelizmente, 20 anos mais tarde, ao enveredar por tal “novidade-modernidade”, como consta da sua filosofia e vem exarado nos seus Estatutos, a “Lusófona” fez entre nós figura de reconhecido e muito isolado pioneirismo, com esta nova e moderna visão de“Humanidades & Tecnologias” que, em última análise, se funda naquilo que, desde há 30 anos, venho denominando a “Ruptura Epistemológica Primordial”, que se situa ao nível do próprio conceito de ciência e pode laconicamente definir-se como a passagem de uma conceção monoparadigmática, reducionista e totalitária a uma conceção pluriparadigmática, aberta e democrática da Ciência (todas as ciências!). Ninguém mais do que eu se regozija com o caminho andado que até já eventualmente permitiria a reutilização, por exemplo, de termos como “Faculdades”, uma vez definitivamente exorcizados os tais perigos autárcicos, autistas e quejandos...
Como citar
SANTOS NEVES, Fernando. A “LUSÓFONA”, MAIS QUE UMA “NOVA UNIVERSIDADE”, QUER SER UMA “UNIVERSIDADE NOVA DE HUMANIDADES E TECNOLOGIAS”.. Revista Lusófona de Humanidades e Tecnologias, [S.l.], n. 12, nov. 2009. ISSN 1646-4028. Disponível em: <http://revistas.ulusofona.pt/index.php/rhumanidades/article/view/979>. Acesso em: 27 mar. 2017.
Secção
Apresentação