DE ENTRE OS VÁRIOS MAIORES OU MENORES “EX-LIBRIS” DA “LUSÓFONA”, PODERÍAMOS CITAR, A TÍTULO DE EXEMPLOS, OS SEGUINTES: – CURSOS QUE FORAM CRIADOS NA “LUSÓFONA” PELA PRIMEIRA VEZ E ALGUNS AINDA SÃO ÚNICOS EM PORTUGAL:

  • Fernando Santos Neves Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias

Resumo

De entre os vários maiores ou menores “Ex-libris” da “lusófona”, poderíamos citar, a título de exemplos, os seguintes: – cursos que foram criados na “Lusófona” pela primeira vez e alguns ainda são únicos em Portugal: casos das licenciaturas em Ciência Política, em Urbanismo, em Ciência das Religiões, em Estudos Lusófonos; dos mestrados em Lusofonia e Relações Internacionais; do doutoramento em Pensamento Contemporâneo; etc...

– Cadeiras ou disciplinas com o mesmo estatuto, casos, por exemplo, das “Socioeconomias Políticas da União Europeia e do Espaço Lusófono” (na linha do nosso filosofema inspirador, segundo o qual só poderemos ser interessantemente lusófonos se formos plenamente europeus e interessantemente europeus se formos plenamente lusófonos...), da “Economologia” (síntese da Economia e da Ecologia), das “Ciências Cognitivas”, da “Semiótica”, da “CTS- Ciência, Tecnologia e Sociedade”, da “Etologia e Sociobiologia”, da “Sociologia da Vida Quotidiana”, etc.
– Os Departamentos de Psicologia e de Educação Física e Desporto, que, durante os primeiros anos, pela sua dimensão demográfica e excelência pedagógica, constituíram uma dupla de máxima visibilidade e afirmação da “Lusófona”, que ao seu oficial lema de humanismo ecuménico: “Humani Nihil Alienum” (“Nada do que é Humano nos é estranho, Nenhum Homem é para nós um estrangeiro!”) podia legitimamente acrescentar: “Mens Sana in Corpore Sano!” (“Mente sadia em sadio Corpo!”)... E não é por acaso que os estudantes da “Lusófona” quase já não têm espaço para albergar todos os troféus desportivos conquistados ao longo dos anos como não é por acaso que, hoje mesmo, simbolicamente vai ser atribuída a medalha de ouro da “Lusófona” ao Prof. Tomaz Morais, nosso antigo aluno e atual docente da nossa Universidade e selecionador da vitoriosa seleção portuguesa de Rugby, que pela primeira vez se apurou para o próximo Campeonato do Mundo da modalidade...
– “Semanas Sociológicas”, “ACSEL, Associação dos Cientistas Sociais do Espaço Lusófono”. Desde 1989 que se vêm realizando as “Semanas Sociológicas”, nome genérico para designar os tempos institucionais de discussão sobre tudo o que releva do “Lugar e Papel das Ciências Sociais e Humanas na Modernização e Desenvolvimento das Sociedades Contemporâneas”. Em 1994, a «IV Semana Sociológica» decidiu proceder à criação da primeira “Associação dos Cientistas Sociais do Espaço Lusófono”(ACSEL), com os seguintes objetivos, assim expressos no Artigo 3º dos respectivos Estatutos: “A «ACSEL» tem como objecto o estudo do “Espaço Lusófono” entendido como a comunidade dos países e povos de Língua Portuguesa, em todos os seus parâmetros (históricos, geográficos, culturais, sociais, económicos, políticos), na perspetiva interdisciplinar das ciências sociais e humanas, contribuindo, no âmbito que lhe é próprio, para que a “Lusofonia” passe de mera ideologia ou retórica vã a um “Espaço Lusófono” realista e desenvolvido que igualitariamente colabore no diálogo humano com todos os outros “Espaços” do mundo contemporâneo”.
– “Universidades Lusófonas de Verão”. A modalidade das “Universidades de Verão”, de grande prestígio alémfronteiras, só recentemente começou a ganhar algumas
raízes sólidas no panorama português. De facto, se exceptuarmos os já muito antigos, e, aliás, muito úteis “Cursos de Verão” das nossas Faculdades Clássicas para a divulgação da Língua e Cultura Portuguesas ou os tão badalados “Cursos da Arrábida” de formação ao longo da vida (que, obviamente, não correspondem ao conceito moderno de “Universidades de Verão”) e outras mais recentes e voluntariosas “Escolas de Verão” (que, às vezes, até se autodesignam de “Universidades de Verão”, mas que, também obviamente, não correspondem a tal conceito), foi a “Lusófona” que, desde os princípios dos anos 90, lançou verdadeiramente entre nós o conceito e a realidade das “Universidades de Verão”, que, inseridas no projeto mais vasto das várias existentes ou existituras Universidades Lusófonas e como elas identificadas com a democratização efetiva e o desenvolvimento humano sustentado de todos os países e povos de Língua Portuguesa, pretendem contribuir para o inadiável diálogo sociocultural e económico-político dos diversos “Espaços” do “Espaço Lusófono” entre si e do “Espaço Lusófono” com todos os outros “Espaços” do mundo contemporâneo. Se do ponto de vista científicopedagógico tem sido o reitor da “Lusófona” o responsável das “Universidades Lusófonas de Verão”, do ponto de vista organizacional é justo referir três das personalidades que mais ativamente colaboraram na sua efetivação: o sr. Coronel Damas Mora, director do Gabinete de Cooperação Africana e os srs. Comandante Homem de Gouveia (pela Câmara Municipal de Lisboa) e Dr. Justino Santos (pela Câmara Municipal do Porto).
– O “Gabinete de Cooperação Africana/Lusófona – GCA/L”, foi criado em setembro de 1993 e organizado com 2 objetivos: o 1º, a concessão de apoios aos alunos dos PALOP e o 2º, o estabelecimento de relações de natureza cultural, científica e educacional com os mesmos PALOP. No decorrer do tempo e pela prática, verificou-se que o objetivo prioritário e estratégico é o apoio direto aos alunos de todos os países lusófonos.
Acções concretizadas pelo GCA/L:
• Concessão de bolsas de estudo na forma de isenção ou redução de propinas a alunos dos PALOP economicamente carenciados e seu acompanhamento e orientação a vários níveis, no sentido da sua formação, com futuros quadros superiores de seus países de origem;
• Contactos com as embaixadas dos PALOP ao nível dos adidos culturais, diretores dos departamentos de alunos, assim como com organizações e partidos, com o mesmo objetivo já referido.
• Organização de conferências, mesas redondas e colóquios.
• Apoio ao NEAL (Núcleo de Estudantes Africanos), ainda que esta seja uma associação de estudantes e, portanto, independente do GCA/L O GCA/L já concedeu até esta data vários milhares de bolsas aos alunos de todos os países lusófonos, designadamente dos PALOP.
– CELAM, Centro de Línguas Antigas e Modernas. Quer na perspetiva da União Europeia (onde, como disse Umberto Eco, “a verdadeira Língua é a Tradução”, tendo eu próprio acrescentado que “a verdadeira Língua da União Europeia... são todas as línguas Europeias”) quer na perspetiva da Lusofonia (onde a “Língua Portuguesa” deverá funcionar como a verdadeira “Pátria” de todos os Lusófonos, Fernando Pessoa dixit! e donde, por exemplo, todo o apoio logístico, nem sempre pelos próprios reconhecido, dado ao projeto “Ciberdúvidas”), quer mesmo na perspetiva de todas as outras línguas originais dos países lusófonos, o CELAM, em colaboração com o Curso de “Línguas, Tradução e Interpretação” e a “Babilónia, Revista Lusófona de Línguas e Tradução”, está chamado a prestar os mais relevantes serviços, seja a nível interno de todos os cursos da ULHT, seja a nível externo de todas as áreas das sociedades lusófonas.
– Nova Museologia, Sociomuseologia. O verdadeiro introdutor em Portugal da “Nova Museologia”, desde o início por nós designada como “Sóciomuseologia”, foi o Prof. Doutor Mário Moutinho.
As marcadas caraterísticas societais e desenvolvimentistas
da “Nova Museologia”, aparecem, nomeadamente, na já longa série de “Cadernos de Museologia”, nas anuais “Jornadas Museológicas das Autarquias Portuguesas” e nos programas do já antigo “Mestrado” e do recentíssimo “Doutoramento em Museologia” da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias.
– O maior e mais conhecido de todos ex-libris da “Lusófona” é, sem dúvida, a existência obrigatória, em todos os cursos de Humanidades e Tecnologias da Universidade, da cadeira intitulada “Introdução ao Pensamento Contemporâneo”, cujas razões e finalidades são assim programaticamente caraterizadas: razão-finalidade humanisto-cultural, razãofinalidade luso-lusófona, razão-finalidade cientificoepistemológica e razão-finalidade epistemáticoparadigmática.
Uma das linhas mestras de tal disciplina é a famosa sentença de Abel Salazar: “Um médico que só sabe de medicina nem de medicina sabe!” e entender-se-á facilmente que, entre as normas diretrizes para a “adequação” da “Lusófona” à “Declaração de Bolonha”, se encontre, explicitamente e enfaticamente, a seguinte:
“Os créditos (ECTS) provenientes de cadeiras obrigatórias incluirão, em todos os cursos de Humanidades e Tecnologias, sem exceção alguma, a cadeira intitulada «Introdução ao Pensamento Contemporâneo»”.
Aproveito, aliás, para anunciar que acaba de ser autorizado,na “Lusófona”, o “Doutoramento na especialidade de Pensamento Contemporâneo” (caso primeiro e único de todas as universidades portuguesas) e também que o livromanual de referência “Introdução ao Pensamento Contemporâneo – Tópicos, Ensaios e Documentos” já se encontra no prelo das “Edições Universitárias Lusófonas”, ambicionando, segundo as palavras de apresentação, “pela competência pensante e relevância societal dos autores, constituir um marco histórico na edição universitária portuguesa e lusófona”.

Como citar
SANTOS NEVES, Fernando. DE ENTRE OS VÁRIOS MAIORES OU MENORES “EX-LIBRIS” DA “LUSÓFONA”, PODERÍAMOS CITAR, A TÍTULO DE EXEMPLOS, OS SEGUINTES: – CURSOS QUE FORAM CRIADOS NA “LUSÓFONA” PELA PRIMEIRA VEZ E ALGUNS AINDA SÃO ÚNICOS EM PORTUGAL:. Revista Lusófona de Humanidades e Tecnologias, [S.l.], n. 12, nov. 2009. ISSN 1646-4028. Disponível em: <http://revistas.ulusofona.pt/index.php/rhumanidades/article/view/983>. Acesso em: 18 aug. 2017.
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