ESTA ESPÉCIE DE RETRATO, À MANEIRA WEBERIANA, DE “TIPO IDEAL” OU DE “CONSTITUIÇÃO FUNDAMENTAL” DA “LUSÓFONA”, HÁ MUITO QUE PROCURO CONDENSÁ-LO NA INTRODUÇÃO AO “GUIA ANUAL” DA ULHT, ONDE SE PODE LER:

  • Fernando Santos Neves Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias

Resumo

Esta espécie de retrato, à maneira weberiana, de “tipo ideal” ou de “constituição fundamental” da “Lusófona”, há muito que procuro condensá-lo na introdução ao “Guia Anual” da ULHT, onde se pode ler:
Na verdade, do projeto da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias dois são os objetivos e razões de ser primordiais: por um lado, fazer com que o ensino superior de qualidade (a “alfabetização” ou a “literacia” própria do século XXI, correspondente à velha e bela norma e conquista democrática do “ensino universal, obrigatório e gratuito!”) apareça como o grande e insubstituível motor de modernização e desenvolvimento da sociedade, no quadro interdisciplinar e interdepartamental das “Novas Humanidades” e das“Novas Tecnologias”; por outro lado, contribuir para que a “Lusofonia” passe de mero mito ou retórica vã a um “Espaço Lusófono” realista, que colabore no diálogo ecuménico com todos os outros “espaços” do mundo contemporâneo, “desígnio lusófono” que não se opõe, antes pelo contrário aos processos em curso da “integração europeia de Portugal”, da “Mercossulização do Brasil”, das várias “integrações regionais dos países e povos africanos e asiáticos de Língua Portuguesa”, de todas as “aculturações das diásporas de todos os Lusófonos” e da “globalização económico-societal à escala planetária”, opondo-se, sim e frontalmente, à “loucura terrorista” e à “histeria anti-terrorista” que o dia 11 de setembro de 2001 despoletou nos Estados Unidos e na Humanidade e que, uma e outra, por razões diversas mas com possíveis idênticos resultados, constituem sérias ameaças de regresso à barbárie, mediante o incumprimento ou o esquecimento da tão longa e tão difícil conquista que foram o Estado Democrático de Direito e o primado do Direito Internacional sobre a força bruta bem como da única e para todos (“terroristas”, não-terroristas” e “antiterroristas”) obrigatória “Carta Magna” da Civilização que é a“Declaração Universal dos Direitos Humanos”.

Inspirando-se no clássico verso de Píndaro, a “Lusófona” procurará “tornar-se cada vez mais naquilo que deve ser e é”, a saber, “Universidade, Lusófona, de Humanidades e Tecnologias”.

Muito obrigado!
Fernando dos Santos Neves

Presidente do Conselho Geral do “Grupo Lusófona”
e Director da Revista de Humanidades e Tecnologias

Como citar
SANTOS NEVES, Fernando. ESTA ESPÉCIE DE RETRATO, À MANEIRA WEBERIANA, DE “TIPO IDEAL” OU DE “CONSTITUIÇÃO FUNDAMENTAL” DA “LUSÓFONA”, HÁ MUITO QUE PROCURO CONDENSÁ-LO NA INTRODUÇÃO AO “GUIA ANUAL” DA ULHT, ONDE SE PODE LER:. Revista Lusófona de Humanidades e Tecnologias, [S.l.], n. 12, nov. 2009. ISSN 1646-4028. Disponível em: <http://revistas.ulusofona.pt/index.php/rhumanidades/article/view/984>. Acesso em: 20 nov. 2017.
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