O museólogo como trabalhador social na construção de futuros inéditos

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.36572/csm.2022.vol.63.03

Resumen

Trago neste artigo a discussão sobre a categoria ‹‹trabalhador social››, com a qual o marxista Paulo Freire nos desafia a fazer uma opção: ou aderimos à mudança, no sentido da nossa verdadeira humanização construída na ação política, com vista a atuar coletivamente para uma postura autônoma e emancipadora; ou ficamos a favor da permanência, comodamente silenciosos ante às injustiças e barbáries do nosso tempo, à espera de um futuro pré–dado, “como repetição mecânica do presente” (Freire, 2013). No campo da museologia, discuto essa categoria freiriana contida na produção intelectual e na ação de Waldisa Rússio, à qual atribuo o pioneirismo do uso do termo na museologia brasileira. E concluo que, a partir de Freire e Rússio, a ideia do museólogo enquanto trabalhador social é totalmente compatível com os princípios teórico-metodológicos da sociomuseologia.

Palavras chaves: Sociomuseologia; Trabalhador Social; Paulo Freire

Publicado

2022-06-24

Cómo citar

O museólogo como trabalhador social na construção de futuros inéditos. (2022). Cadernos de Sociomuseologia, 63(19), 31-37. https://doi.org/10.36572/csm.2022.vol.63.03