Ad Aeternum https://revistas.ulusofona.pt/index.php/adaeternum <p>Publicação científica internacional de acesso aberto, semestral, publicada pelo&nbsp;<em>Instituto de Cristianismo Contemporâneo</em>, que integra a área de Ciência das Religiões (FCSEA) da Universidade Lusófona e do Grupo Lusófona, e pretende promover e divulgar o conhecimento teológico através da investigação e da reflexão.</p> Edições Universitárias Lusófonas pt-PT Ad Aeternum 2184-8033 Folha de rosto, Ficha Técnica e Indice https://revistas.ulusofona.pt/index.php/adaeternum/article/view/11043 <p>-</p> José Brissos-Lino Direitos de Autor (c) 2026 Ad Aeternum 2026-02-12 2026-02-12 2 11 1 3 10.60543/aa.v2i11.11043 Editorial https://revistas.ulusofona.pt/index.php/adaeternum/article/view/11042 <p>O ano de 2025 marcou o 1700º aniversário de um dos momentos mais importantes da história cristã: o Primeiro Concílio de Niceia (325 d.C.). Esta importante reunião de aproximadamente 300 bispos de todo o Império Romano moldou fundamentalmente a doutrina cristã, a governação eclesiástica e a própria identidade da Igreja universal. A fim de comemorar este aniversário marcante, convidámos investigadores, académicos, teólogos, historiadores da Igreja e profissionais a envolverem-se no profundo significado teológico, histórico e eclesiástico do legado duradouro de Niceia.</p> José Brissos-Lino Direitos de Autor (c) 2026 Ad Aeternum 2026-02-12 2026-02-12 2 11 4 6 10.60543/aa.v2i11.11042 THE CHALLENGE OF THE INTERTWINING OF RELIGIOUS NATIONALISM AND POPULISM https://revistas.ulusofona.pt/index.php/adaeternum/article/view/10114 <p>The author’s aim is to provoke deeper research to two influential movements, Religious Nationalism and Populism, in such a way that will produce not only insight in what was vaguely known but the deeper details of how these movements can come up with such a compromise, results and the consequences of this new alliance.</p> <p>We've seen a surge within the political arena of leaders and movements, over the past decade, that heavily emphasize religious identity, morality, and rhetoric. This has been a notable shift in many countries around the world including in Europe.</p> <p>The blending of religious nationalism and populism presents a major hurdle for liberal democracy in our world today. In many regions of the world, religious nationalism—in which the identity of a country is strongly associated with the main religion—has become more prevalent in recent years. On the other hand, the Populist discourse that sets “the people” against “the elite” or other outgroups is frequently used in conjunction with this. The appeal to traditional values and beliefs, presenting themselves as protectors of a threatened religious and cultural identity against secular, progressive, or globalist forces has been an effective tool used by both camps and the platform for their understanding.</p> <p>Although they are typically recognized as separate political phenomena, each one has its own unique intricacies and outcomes. To understand religious nationalism and populism, one must carefully examine the theoretical underpinnings, historical contexts, and social dynamics of each movement. The blending of the two is complex but the results are being seen in many countries in the world today bringing a new paradigm to the politic scene impacting all spheres of global society.</p> <p>In this paper there is a search to provide a vision of the characteristics of the two spheres and the product resulting from the exercise of their blending.</p> <p>For this end the research looked for credible documentation, political papers, books and research done by credible and proven scientific entities.</p> <p>The current developments and events in the political speres including the recent elections in many countries in the world are bringing to surface a new and unexpected twist giving notorious space to not only to the religious nationalism but bringing up evidence of an astronomic growing of the religious populism in places of power. A number of factors have contributed to the development of religious populism, including social media's popularity, cultural backlash, economic distress, and the efficiency of certain demagogic political tactics.</p> <p>The notorious recent examples of Argentina, Brazil, U.S.A., France, Italy and most lately Portugal, determine the need for this investigation in a way to understand not only the basis of it but its progress.</p> <p>Therefore, future research certainly will be done to understand the evolving dynamics within societies, where faith-based identity and populist narratives intersect to shape political outcomes due to the fact that This is because it presents new concerns and challenges for the future of democracy and government.</p> Carlos Oliveira Direitos de Autor (c) 2026 Ad Aeternum 2026-02-12 2026-02-12 2 11 7 29 10.60543/aa.v2i11.10114 O EVANGELHO DE TOMÉ COMO FONTE PARA O JESUS HISTÓRICO: UMA AVALIAÇÃO https://revistas.ulusofona.pt/index.php/adaeternum/article/view/10264 <p>Este artigo propõe-se a recolocar a discussão sobre a possível inclusão do Evangelho de Tomé no rol das fontes primordiais dos ditos de Jesus, proposta feita por <em>scholars</em> do Novo Testamento que procuram promover uma aproximação das tradições de Jesus em relação ao mundo greco-romano de seu tempo. Nossa conclusão é contrária, e para isto levantamos alguns argumentos mais ancorados numa análise literária do texto de Tomé e na história da filosofia do que propriamente em argumentos exegéticos ou filológicos. Cremos, assim, desta perspectiva, poder contribuir para a discussão, reforçando a abordagem clássica, que pospõe a redação de Tomé para o século II. Há outras questões paralelas relacionadas a outras fontes usadas para sustentação da primordialidade de Tomé que também serão consideradas (<em>Q </em>e o <em>Evangelho Secreto de Marcos</em>), visto serem parte fundamental para a sustentação de Tomé como fonte primária.</p> Sílvio Murilo M. Azevedo Direitos de Autor (c) 2026 Ad Aeternum 2026-02-12 2026-02-12 2 11 30 84 10.60543/aa.v2i11.10264 OS DEVIRES DA TEOLOGIA https://revistas.ulusofona.pt/index.php/adaeternum/article/view/10768 <p>Neste texto dedicamos atenção especial ao conceito de “devir” de Deleuze &amp; Guattari. Este trabalho de exposição conceitual se insere dentro de um programa maior de pesquisa e produção teológica. Por estarmos lidando com uma máquina conceitual muito diversa e cheia de detalhes sutis (como é a filosofia de D&amp;G), achamos conveniente estudar os seus mecanismos de funcionamento, dando ênfase em alguns dos seus principais operadores. Juntamente com “agenciamento”, “máquina abstrata”, “ritornelo” e “corpo sem órgãos”, “devir” é um deles. Analisamos o quanto esta problemática filosófica diverge de um modelo dominante de produção teológica (a analogia), ao mesmo tempo em que pode ser rastreada em deslocamentos diferenciantes que tensionam a convenção hermenêutica tradicional. Outros conceitos usados aqui são melhor explicados em outros textos-artigos que compõe nosso plano de estudo.</p> Thiago Schellin de Mattos Direitos de Autor (c) 2026 Ad Aeternum 2026-02-12 2026-02-12 2 11 85 113 10.60543/aa.v2i11.10768 ROBERT AMBELAIN (1907-1997) https://revistas.ulusofona.pt/index.php/adaeternum/article/view/10986 <p>Este artigo tem por objetivo apresentar um retrato de uma figura emblemática do mundo esotérico do século XX: Robert Ambelain (1907-1997). A sua obra afirma-se como uma referência incontornável para os apreciadores do ocultismo e da maçonaria. Robert Ambelain é aqui descrito através das suas múltiplas facetas: ocultista, maçom, gnóstico e defensor de uma determinada tradição mística, frequentemente atuando na sombra, mas cujo impacto nas sociedades secretas e iniciáticas foi considerável. Verdadeiramente um teósofo clandestino, Robert Ambelain atravessou décadas enfrentando provas e constrangimentos políticos, nomeadamente durante a Ocupação nazi, com o objetivo de preservar e transmitir os rituais e os ensinamentos de ordens como a dos Rosa-Cruzes, Martinismo ou do Memphis-Misraïm.</p> Vitor Rosa Direitos de Autor (c) 2026 Ad Aeternum 2026-02-12 2026-02-12 2 11 114 122 10.60543/aa.v2i11.10986 Dossier NICEIA https://revistas.ulusofona.pt/index.php/adaeternum/article/view/11044 José Brissos-Lino Direitos de Autor (c) 2026 Ad Aeternum 2026-02-12 2026-02-12 2 11 123 123 NICEIA E O IDEAL DE UMA IGREJA UNIDA https://revistas.ulusofona.pt/index.php/adaeternum/article/view/10594 <p>A efeméride dos 1700 anos do Concílio de Niceia tem sido certamente uma oportunidade única de celebrar e reflectir acerca desse evento importantíssimo da história do cristianismo, que não só moldou os fundamentos da fé cristã ortodoxa, como apontou caminhos para a idealização de uma igreja unida. Convocado em 325 d.C. pelo Imperador Constantino, que procurava tanto a unidade política como a harmonia religiosa, o Concílio reuniu bispos de todo o Império Romano, a fim de elaborar uma doutrina unificada, a qual culminaria, em 381, no Credo Niceno-Constantinopolitano, o qual acomodou as alterações introduzidas no concílio seguinte, em Constantinopla. Este credo – também conhecido por <em>Símbolo Niceno-Constantinopolitano</em> –, além de afirmar a divindade de Jesus Cristo contra as doutrinas de Ário e seus seguidores, simboliza igualmente o compromisso da Igreja primitiva com a unidade na fé. Desde Niceia, episódios como o Cisma de Calcedónia (451), o Grande Cisma do Oriente (1054) e a Reforma Protestante (1517), contribuíram decisivamente para a dissolução dessa unidade e o consequente surgimento de muitas divisões entre os cristãos, que ainda hoje persistem. Todavia, o Credo não perdeu ainda o potencial para interpelar e inspirar os cristãos de todo o mundo a unirem-se nesse propósito de atender aos anseios mais profundos de unidade manifestados pelo próprio fundador da Igreja, Jesus Cristo.</p> Vítor Rafael Direitos de Autor (c) 2026 Ad Aeternum 2026-02-12 2026-02-12 2 11 124 146 10.60543/aa.v2i11.10594 DO CARISMA À INSTITUIÇÃO: NICEIA E A PERDA DO ESPÍRITO FUNDADOR https://revistas.ulusofona.pt/index.php/adaeternum/article/view/10689 <p>Este artigo analisa o percurso do cristianismo desde o seu espírito fundador, carismático, escatológico e fraterno, até ao processo de institucionalização que culminou no Concílio de Niceia (325). O estudo destaca três eixos fundamentais: a vitalidade das origens, os mecanismos de regulação que surgem ao longo dos dois primeiros séculos e a cristalização dogmática de Niceia. A questão central é se este concílio representou vitória e maturidade ou, pelo contrário, a perda da frescura espiritual que marcara o cristianismo antigo. Niceia é interpretada como momento ambivalente, simultaneamente de consolidação e de rutura, revelando uma tensão estrutural entre carisma e instituição que continua a marcar a história do cristianismo.</p> Delfim Miranda Lopes Delfim Miranda Lopes Direitos de Autor (c) 2026 Ad Aeternum 2026-02-12 2026-02-12 2 11 147 164 10.60543/aa.v2i11.10689 O CONCÍLIO DE NICEIA https://revistas.ulusofona.pt/index.php/adaeternum/article/view/10627 <p>Este artigo tem como base a análise do primeiro concílio de Nicéia, nomeadamente a sua abordagem ao conceito teológico da Trindade.<br>A imersão nos assuntos centrais do concílio ajuda a elaborar o pensamento teológico existente, e permite desenvolver a clara noção que o conceito teológico da Trindade, não foi iniciado nesse mesmo concílio.<br>Esta análise da estrutura operativa dentro do concílio facilita a compreensão, progressiva, que já existia do conceito teológico da Trindade.<br>Nunca se fez tão urgente para os tempos como os que vivemos hoje, sermos claros e inequívocos nas nossas abordagens ao que informamos a partir dos estudos existentes sobre determinada matéria.<br>Neste caso, a ideia que a Trindade como que, nasceu a partir deste concílio, precisa ser uma ideia desmistificada e esclarecida.</p> Nuno De Ornelas Direitos de Autor (c) 2026 Ad Aeternum 2026-02-12 2026-02-12 2 11 165 177 10.60543/aa.v2i11.10627 A TERMINOLOGIA TEOLÓGICA EM NICEIA: HOMOOUSION E A HERANÇA FILOSÓFICA GREGA https://revistas.ulusofona.pt/index.php/adaeternum/article/view/10679 <p>O Concílio de Niceia (325) introduziu o termo <em>homoousion</em> no Credo para afirmar a consubstancialidade do Filho com o Pai, respondendo à controvérsia ariana. De origem filosófica grega, o conceito foi reinterpretado pela Igreja, superando ambiguidades pré-nicenas e resistências ao uso de terminologia extrabíblica. Este artigo analisa o percurso histórico e teológico do termo, a sua receção conciliar e pós-conciliar, e a sua relevância atual como marco doutrinal e contributo para o diálogo ecuménico contemporâneo.</p> Dália Santos Fernandes Direitos de Autor (c) 2026 Ad Aeternum 2026-02-12 2026-02-12 2 11 178 197 10.60543/aa.v2i11.10679