Raízes da Museologia Social e vislumbres de reconhecimento internacional
Resumo
Este texto apresenta a passagem entre a Nova Museologia (Desvallées 1992 e 1994) e a Museologia Social, mas também as especificidades desta, firmemente ancorada nos compromissos a América Latina, de fazer do museu um instrumento a serviço da transformação social (Duarte Cândido, in Capanema, Ruoso e Duarte Cândido, 2025).
Buscamos demonstrar a importância de momentos como a Mesa Redonda de Santiago do Chile (1972) e o I Ateliê do Movimento Internacional por uma Nova Museologia (Quebec 1984) para a renovação da Museologia e para a afirmação de ideias e práticas que continuam a reverberar no que hoje é a Museologia Social. Abordamos também seus aspectos decoloniais e seu alcance nos museus em tempos de crise como a pandemia de COVID-19 e as mudanças climáticas.
Finalmente, demonstramos que ainda que persistam grandes desafios e resistências em parcelas mais conservadoras do meio museal, os últimos 10 anos têm sido generosos em sinais de reconhecimento internacional da Museologia Social, como sua influência na Recomendação para a Proteção e Promoção de Museus e Coleções sua Diversidade e seu Papel na Sociedade (UNESCO, 2015); a presença de atores do campo de mais de 15 países na Conferência do MINOM em Catânia, Sicília, Itália (2024); e, especialmente, a criação de um Comitê Internacional em torno desta temática no Conselho Internacional de Museus com a (SOMUS/ICOM).
Palavras-chave: Nova Museologia, Museologia Social, MINOM
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