Desafios, estratégias e “linhas de fuga” em museus governamentais dedicados às memórias desterritorializadas: representatividade, escuta e participação comunitária como ferramenta de sobrevivência
Resumo
Ao refletir sobre museus sociais e comunitários que abordam memórias desterritorializadas, é ponto passivo a relevância de que as comunidades representadas por estas instituições estejam presentes e atuantes em suas ações, discursos e equipes. Entretanto, quando abordarmos museus geridos pelo Estado (federativo, estadual ou municipal), é imprescindível considerar os dispositivos de poder em seu sentido foucaultiano, as ferramentas de cooptação da biopolítica operante no neoliberalismo e o ritornelo deleuziano. Isto posto, este artigo defende a urgência de pensar “linhas de fuga” (Deleuze & Guattari, 1996), a fim de garantir não apenas representatividade substantiva, como também a escuta participativa e a incorporação das demandas das comunidades em sua programação e na gestão.
Palavras-chave: memórias desterritorializadas; museus sociais; museus comunitários; representatividade substantiva; linhas de fuga.
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