A gênese dos museus no Brasil: do colecionismo real à institucionalização da memória e seus desdobramentos
Resumo
O artigo analisa os museus como dispositivos de produção de sentido na intersecção entre memória, poder e ensino de História. Investiga-se a transição do colecionismo real para a institucionalização da memória no Brasil, sob a ótica da museologia social de Bruno Brulon. O Museu Imperial de Petrópolis é mobilizado como estudo de caso, compreendido como lugar de memória monumental e dispositivo pedagógico. A análise demonstra que sua estrutura curatorial, embora ratifique discursos canônicos, apresenta fissuras que permitem a apropriação crítica e o tensionamento de silêncios estruturais. Conclui-se que o museu atua como arena de disputa simbólica, fundamental para a formação de uma consciência histórica reflexiva e o exercício da cidadania plural.
Palavras-chave: Museus; Memória; Museologia; Consciência histórica.
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