A curadoria no contexto tecnológico

Da ação à operação, do curador à máquina

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DOI:

https://doi.org/10.60543/8nxng276

Resumo

Nos seus mais diversos contextos e esferas, o tempo presente encontra-se, em grande medida, definido pelo espaço digital, sendo que o termo “operação” tornou-se central, inclusivamente no campo artístico. Neste último, a arte dos novos media inaugurou problemáticas ao nível da definição do objeto artístico e da sua exposição, uma vez que escapa a categorias da estética e propõe inéditas dinâmicas de conectividade, exigindo novos modelos expositivos. Como consequência, desafiam-se a autonomia da curadoria e o controlo do curador.

Em contrapartida, as tecnologias digitais fornecem novas possibilidades para a conceção de exposições, mediante diferentes sistemas operativos e automáticos, tais como a inteligência artificial. Verifica-se, então, que os processos tecnológicos constituem ferramentas para a autonomização do curador, dos modelos e poderes institucionais. Propicia-se, também, a emergência de uma curadoria mais plural e ativa em diversas dimensões e espaços, com cada vez mais intervenientes, que aproxima a prática curatorial às lógicas da própria arte contemporânea e às dinâmicas do digital.

A partir desta problemática que se ergue em paradoxo, propõe-se analisar as transformações exercidas pelo digital no campo artístico, sobretudo no expositivo, de que modo elas se revertem quer em desafios, quer em soluções e, por fim, quais os seus efeitos na autonomia da curadoria.

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Publicado

2026-10-02