Regras para o parque pós-humano

Sobre comuna, território e abstracção

Autores

DOI:

https://doi.org/10.60543/36xwr554

Resumo

Partindo do legado teórico do Comité Invisível, o presente artigo exploratório analisa criticamente algumas das noções-chave que informam o seu léxico, como os conceitos de “comuna”, “território”, ou “forma-de-vida” confrontando-os com propostas teóricas alinhadas com os novos materialismos, o pós-humanismo, e as ontologias processuais, na tentativa de superar uma tensão latente neste debate, entre mediação e imediação. A partir de uma constelação que inclui autores como Gilbert Simondon, Bernard Stiegler, Karen Barad ou Catherine Malabou, argumenta-se a favor de uma ideia de abstracção enquanto processo de comunização do real, em oposição a uma ontologia vitalista que privilegia uma metafísica da presença relacional. A comuna é, assim, reimaginada não como retorno existencial a um território prístino, mas enquanto plano que acomoda processos de individuação e reprogramação do real.

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Publicado

2026-10-02