https://revistas.ulusofona.pt/index.php/delegibus/issue/feedDe Legibus - Revista de Direito da Universidade Lusófona Lisboa2026-08-01T05:00:04+00:00Equipa Editorialjose.aguiar@ulusofona.ptOpen Journal Systems<p>A revista <em>De Legibus</em>, da Faculdade de Direito da Universidade Lusófona de Lisboa, é uma publicação periódica semestral, editada, simultaneamente, em formato de papel e em suporte digital. </p>https://revistas.ulusofona.pt/index.php/delegibus/article/view/9840Reflexão sobre os Princípios Gerais de Direito Reconhecidos pelas Nações Civilizadas2026-07-27T16:15:06+00:00Lígia Carvalho A.ligiaabreu@hotmail.com<p>Os princípios são os alicerces do direito. A coerência e a validade de um ordenamento jurídico dependem da existência e cumprimento dos princípios. Eles estão na base de qualquer ordenamento jurídico e, por conseguinte, precedem a criação de normas que regulam as ações humanas. No contexto do direito internacional, o Estatuto do Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) a eles se refere, no seu artigo 38 nº1 c), utilizando a expressão “princípios gerais de direito reconhecidos pelas nações civilizadas. O presente artigo reflecte sobre o sentido e a relevância destes princípios na hierarquia das fontes do direito internacional, a sua força jurídica, evolução e vulnerabilidade. A ilustrar esta explanação doutrinária recorre-se a exemplos de jurisprudência do TIJ.</p>2026-04-08T00:00:00+00:00Direitos de Autor (c) 2026 De Legibus - Revista de Direito da Universidade Lusófona Lisboahttps://revistas.ulusofona.pt/index.php/delegibus/article/view/9805O Malware Enquanto Meio de Obtenção de Prova2026-07-31T18:02:57+00:00Goncalo Amaro Camachogoncalo.camacho1@hotmail.com<p>Os avanços tecnológicos trouxeram profundas alterações à sociedade, frequentemente associada a uma crescente digitalização da atividade humana. Esta transição deu origem ao conceito de prova digital, que apresenta características distintas em relação à prova tradicional, como a imaterialidade, volatilidade e suscetibilidade à dissimulação, entre outras. Em paralelo, assiste-se ao surgimento de uma nova criminalidade organizada, que procura tirar máximo proveito deste contexto digital. Neste sentido, emerge a necessidade de métodos ocultos de investigação criminal, mais restritivos dos direitos individuais dos visados, como o uso de <em>malware</em> – isto é, a instalação de um <em>software</em> malicioso num dispositivo eletrónico do investigado. Diferentemente de países como Alemanha, Estados Unidos e Espanha, Portugal não prevê, pelo menos expressamente, esta possibilidade. Assim, a presente investigação visa responder às seguintes questões: deve ser permitido o uso de malware enquanto meio de obtenção de prova? E, em caso afirmativo, quais os moldes jurídicos adequados?</p>2026-07-31T18:01:26+00:00Direitos de Autor (c) 2026 De Legibus - Revista de Direito da Universidade Lusófona Lisboahttps://revistas.ulusofona.pt/index.php/delegibus/article/view/10744Regime Brasileiro de Tributação de Controladas e Coligadas no Exterior2026-08-01T05:00:04+00:00Paulo Coimbrap.coimbra@coimbrachaves.com.brJúlia Cardoso Bernardes Piresj.pires@coimbrachaves.com.br<p>O presente artigo objetiva analisar se o regime brasileiro de tributação dos lucros auferidos por empresas controladas e coligadas no exterior de pessoa jurídica sediada no Brasil constitui um óbice à internacionalização das empresas brasileiras. Com esse escopo, serão, primeiramente, verificados o padrão internacional de tributação de controladas e coligadas no exterior e as recomendações da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Posteriormente, será delineado um panorama histórico da legislação brasileira sobre o tema, investigando sobre as questões controversas mais relevantes. Por fim, serão analisadas as principais consequências jurídicas e econômicas do regime brasileiro, visando repensar, de forma crítica, o atual modelo de tributação.</p>2026-07-31T18:05:22+00:00Direitos de Autor (c) 2026 De Legibus - Revista de Direito da Universidade Lusófona Lisboahttps://revistas.ulusofona.pt/index.php/delegibus/article/view/10256A Judicialização da Política ou a Política na Justiça2026-07-17T09:25:57+00:00António Tavaresantonio.tavares@ulusofona.ptJoão Tavaresjoao.tavares@ulusofona.pt<p>A judicialização da política, caracterizada pela coincidente intervenção do Ministério Publico em questões de natureza política, tem colocado em causa o equilíbrio do sistema de freios e contrapesos nas democracias contemporâneas. Iremos analisar o papel do Ministério Publico na mediação de conflitos políticos, os limites do ativismo judicial e os impactos na legitimidade judicial. Argumentamos que, embora os tribunais desempenhem um papel essencial na proteção de direitos fundamentais, o excesso de judicialização pode erodir a <em>accountability</em> do Estado de Direito democrático e politizar o sistema judicial, o que pode comprometer a confiança nas instituições. Concluímos que é necessário proceder com reformas estruturais ao nível das instituições que reforcem a transparência e o diálogo interinstitucional, de forma a assegurar a legitimidade judicial e a estabilidade democrática<strong>. </strong></p>2026-04-21T00:00:00+00:00Direitos de Autor (c) 2026 De Legibus - Revista de Direito da Universidade Lusófona Lisboahttps://revistas.ulusofona.pt/index.php/delegibus/article/view/11339Uma certa ideia de Universidade em tempos de incerteza2026-05-05T14:55:35+00:00José de Faria Costap6154@ulusofona.pt<p>Uma certa ideia de Universidade em tempos de incerteza</p>2026-05-05T13:38:43+00:00Direitos de Autor (c) 2026 De Legibus - Revista de Direito da Universidade Lusófona Lisboahttps://revistas.ulusofona.pt/index.php/delegibus/article/view/10914O Políticas Migratórias, Integração e Direitos Humanos2026-08-01T05:00:01+00:00Hélia Braconshelia.bracons@ulusofona.pt<p>A presente entrevista com Vasco Malta, jurista e Chefe de Missão da Organização Internacional para as Migrações em Portugal, conduzida por Hélia Bracons, analisa os desafios e as oportunidades associados às políticas migratórias, à integração de migrantes e à promoção dos direitos humanos. Vasco Malta conceptualiza a migração como um fenómeno estrutural e inevitável, com impactos significativos na demografia, na economia e na vida social de Portugal e da Europa, contribuindo para a sustentabilidade laboral, revitalização comunitária e mobilidade social. A integração é abordada como um processo multidimensional que envolve emprego digno, educação, habitação, acesso a serviços de saúde, participação social, reconhecimento cultural e proteção jurídica, tendo a não discriminação como princípio estruturante. O entrevistado sublinha a necessidade de políticas migratórias eficazes e humanizadas, articulando vias regulares, proteção de populações vulneráveis, integração estruturada e retorno com dignidade. Destaca-se ainda a importância de estratégias de desconstrução de preconceitos, baseadas em dados rigorosos, narrativas humanas, responsabilização pública e políticas consistentes. Vasco Malta conclui que a diversidade cultural constitui um potencial de inovação e coesão social, mas que a sua valorização depende de governação eficaz, liderança política, investimento público e diálogo intercultural contínuo, evidenciando que a construção de sociedades inclusivas resulta de escolhas políticas e sociais deliberadas, e não de processos automáticos. Esta entrevista pretende refletir sobre os desafios e as oportunidades das políticas migratórias, promovendo um diálogo informado sobre integração, direitos humanos e coesão social.</p>2026-07-31T18:11:10+00:00Direitos de Autor (c) 2026 De Legibus - Revista de Direito da Universidade Lusófona Lisboa