Efeito Anti-agregante Plaquetário da Aspirina / Antiplatelet Effect of Aspirin

  • Ermelindo Costa Fontes Farmácia Mirense
Palavras-chave: aspirina, efeito anti-agregante plaquetário, COX, AINE / aspirin, antiplatelet effect, NSAID

Resumo

Resumo A aspirina e os anti-inflamatórios não esteróides (AINEs) são dos fármacos mais consumidos. O uso da aspirina aumentou inclusive desde que se demonstrou que reduz o risco de enfarte do miocárdio e de trombose. Apesar da diversidade das suas estruturas químicas, todos os AINEs actuam por inibição da ciclooxigenase (COX) e partilham as mesmas propriedades analgésicas, antipiréticas e anti-inflamatórias. Adicionalmente, a aspirina em baixas doses apresenta efeitos anti-agregantes plaquetários, devido ao curto tempo de semi-vida e à capacidade de inibir a COX de forma irreversível. Dos outros AINEs, desprovidos destas características farmacocinéticas e farmacodinâmicas únicas, não são esperados estes efeitos cardioprotectivos. Os efeitos antitrombóticos da aspirina não parecem ser dependentes da dose, a partir de doses relativamente baixas; ao contrário, a toxicidade gastrointestinal destes fármacos parece ser dependente da dose. Assim, não é surpreendente que uma toma diária de aspirina de 75-150 mg seja efectiva na prevenção cardiovascular, encontrando-se dissociada, pelo menos em parte, dos efeitos adversos mais comuns. Em conclusão, a aspirina deve continuar a ser equacionada como uma opção efectiva na prevenção da morbilidade e mortalidade cardiovascular em doentes de elevado risco. Abstract: Aspirin and NSAIDs are among the most commonly consumed drugs, and the use of aspirin has increased since it was show to reduce the risk of myocardial infarction and stroke. Despite the diversity of their chemical structures, all of these NSAIDs act by inhibiting the cyclooxigenase (COX) and share the same antipyretic, analgesic and anti-inflamatory properties. Additionally, low-dose aspirin provides antiplatelet effects, by virtue of its short half-life and its ability to inactivate COX irreversibly. Other NSAIDs, lack these unique pharmacokinetic and pharmacodynamic features, would not be expected to be cardioprotective like aspirin. The antithrombotic effect of aspirin does not appear to be dose related, within relatively low-dose; on the contrary, gastrointestinal toxicity of the drug appears to be dose related. Therefore, it does not surprise that the daily dosage 75-100 mg of aspirin is effective on the cardiovascular prevention and found to be disassociated, in part, from most common adverse effects. In conclusion, aspirin should be widely used to reduce cardiovascular morbidity and mortality in high-risk patients.
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Ciências Biofarmacêuticas / Biopharmaceutical Sciences