Período de internamento nas Unidades de Convalescença da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados: entre a realidade e a utopia
Resumo
Com o envelhecimento populacional, o aumento das doenças crónicas e o consequente crescimento das situações de dependência, torna-se imperativo rever os paradigmas existentes, de modo a abordar eficazmente as problemáticas associadas. Até 2006, foram realizadas diversas tentativas de implementação de políticas para responder ao aumento da procura de cuidados médicos e sociais. Neste contexto, foi criada, em 2006, a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), que tem sido objeto de alterações significativas desde então.
Atualmente, a RNCCI organiza-se em quatro tipologias: Convalescença, Média Duração e Reabilitação, Longa Duração e Manutenção, e Equipas de Cuidados Continuados Integrados. Este estudo centra-se nas Unidades de Convalescença, analisando a adequabilidade dos tempos de internamento. Utilizou-se uma metodologia quantitativa, com um questionário dirigido às Unidades de Convalescença de Portugal Continental e análise documental dos relatórios de monitorização da RNCCI.
Os resultados evidenciam que os protelamentos de altas são um problema significativo, resultante de fatores clínicos e sociofamiliares, causando constrangimentos às unidades e prolongando desnecessariamente a permanência de utentes em hospitais de agudos.
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