A Revolução do 25 de Abril na política externa portuguesa - Uma perspetiva realista neoclássica sobre a redefinição das prioridades da ação externa portuguesa (1974-1978)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.60543/rcp1820.v1i8.11017

Palavras-chave:

Teorias das Relações Internacionais, Política Externa Portuguesa, Portugal, Realismo Neoclássico

Resumo

O golpe de Estado de 25 de Abril de 1974 e a revolução deram início a um processo de transição de regime político que desencadeou profundas alterações nas estruturas políticas, económicas e sociais de Portugal. O objetivo da nossa investigação é analisar as implicações dessas transformações na política externa portuguesa, ao explorar as dinâmicas por detrás da transição de uma orientação estratégica atlantista e imperial do Estado Novo para as novas diretrizes euro-tlânticas do Portugal Democrático, com recurso à lente teórica do realismo neoclássico, e desta forma, contribuir para a compreensão das dinâmicas que moldaram a inserção internacional de Portugal no pós-25 de Abril, assim como explicar o porquê da escolha pela opção europeia. Com recurso à lente teórica do realismo neoclássico, as características sistémicas, aliadas à dotação de capacidades das unidades, definem a política externa dos Estados na arena da política internacional. Concluímos que a pressão sistémica e as condicionantes domésticas determinaram a redefinição das prioridades da ação externa portuguesa, a favor da opção europeia, assim como contribuíram para a definição da nova posição de Portugalno sistema internacional da Guerra Fria.

Biografia do Autor

  • João Tavares, Universidade Lusófona

    Assistente da Faculdade de Direito e Ciência Política da Universidade Lusófona – Centro Universitário do Porto e Investigador Associado do CEAD Francisco Suárez

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Publicado

2026-02-06

Como Citar

A Revolução do 25 de Abril na política externa portuguesa - Uma perspetiva realista neoclássica sobre a redefinição das prioridades da ação externa portuguesa (1974-1978). (2026). 1820-Revista de Ciência Política, 1(8), 33-55. https://doi.org/10.60543/rcp1820.v1i8.11017