«Em roma sê romano». O Candomblé como adaptação criativa e hibridismo, nas origens e no séc. XXi

  • João Ferreira Dias

Resumo

Opresente trabalho visa abordar a fundação do Candomblé, a partir do comércio transatlântico de escravos (do Golfo da Guiné para o brasil), nos séc. XVIII e XIX, e na posterior diáspora, com os casos português e alemão, reconhecendo que tais permissasoperam em função da resposta a estímulos exteriores (processos de alteridade),pelo que a acomodação e a adaptação serão tratadas a partir das noções de ‘adaptação criativa’ (taylOr e lee, s.d.) e ‘hibridismo’ (burKe, 2003; berND, 2004). Ao mesmo tempo, importa observar tal ‘adaptação criativa’ em termos de saudosismoe referenciais imaginários em relação a África e brasil, lugares percebidos como ‘lares imaginados’ (HOWe, 1999). Considera-se que a presente reflexão se constitui da maior importância em função da transnacionalização das religiões africanas e afrodescendentes a meio dos movimentos migratórios. Tal processo não reproduz apenas mecanismos de adaptação mas também novas realidades, i. e., os agentes religiosos são também agentes de transformação social. Transnacionalização, adaptação criativa, hibridismo e mudança social, são conceitos em análise, em referência à Bahia, Lisboa e Berlim.
Publicado
Jun 19, 2014
Como citar
DIAS, João Ferreira. «Em roma sê romano». O Candomblé como adaptação criativa e hibridismo, nas origens e no séc. XXi. Revista Lusófona de Ciência das Religiões, [S.l.], n. 18-19, june 2014. ISSN 2183-3737. Disponível em: <http://revistas.ulusofona.pt/index.php/cienciareligioes/article/view/4490>. Acesso em: 18 aug. 2017.
Secção
Parte II: Olhares sobre a construção das identidades religiosas ocidentais ...na Modernidade