https://revistas.ulusofona.pt/index.php/gymnasium/issue/feed Gymnasium - Revista de Educação Física, Desporto e Saúde 2014-12-19T20:14:15+00:00 Jorge Proença defdl@ulusofona.pt Open Journal Systems <p>A Gymnasium passou a ser a <span style="text-decoration: underline;"><a href="/index.php/gymnasium/article/view/4881">Revista da Rede Euroamericana de Actividade Física, Educação e Saúde</a></span> (<a href="http://www.reafes.org/pt">REAFES</a>).<br> Incentiva-se os autores a continuarem a submeter os seus manuscritos pelos mesmos procedimentos e/ou simultaneamente enviando os mesmos para o email do responsável científico da REAFES clicando <a href="mailto:fcarreiro.costa@gmail.com">aqui</a>.</p> https://revistas.ulusofona.pt/index.php/gymnasium/article/view/4283 A APRENDIZAGEM COOPERATIVA NOS ENSINOS BÁSICO E SECUNDÁRIO - A PERCEÇÃO DE PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA 2014-02-13T16:35:50+00:00 João Assis Pacheco assispacheco@gmail.com Francisco Ramos Leitão francisleit@hotmail.com <p>A realização deste estudo teve como objetivo analisar de que forma a perceção dos professores de Educação Física, relativamente a cinco indicadores de qualidade do processo educativo, a Interdependência Aluno-Aluno, a Interdependência Professor-Aluno, a Negociação, a Meta-Aprendizagem e a Interdependência Professor-Professor, se relaciona com o nível de ensino lecionado pelos docentes. Para o efeito foi efetuado um estudo observacional de caráter quantitativo, utilizando medidas numéricas para testar as hipóteses, em vinte e quatro escolas do grande Porto e Lisboa, através da distribuição do questionário (ASA-PPP, Leitão, 2012). A amostra é constituída por cento e cinquenta e oito professores de Educação Física distribuídos por três níveis de ensino: 1º Ciclo, 2º/3º Ciclos e Ensino Secundário. O procedimento estatístico utilizado para a interpretação dos resultados foi o teste de comparação de médias ANOVA, através do “EzAnalyse 3.0”. Os resultados deste estudo confirmam três das cinco hipóteses levantadas, indicando a existência de diferenças significativas relativamente à perceção dos professores na Interdependência Professor-Aluno, Negociação e Meta-Aprendizagem, em função do nível de ensino.</p><p><strong>Palavras-chave:</strong> Inclusão; Educação Física; Perceção dos Professores; Nível de Ensino</p> 2014-12-30T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) https://revistas.ulusofona.pt/index.php/gymnasium/article/view/4271 A regulação da certificação para a docência como imperativo educativo e democrático 2014-02-13T16:35:50+00:00 Jorge Proença defdl@ulusofona.pt <p>Como gostaria de escrever sobre outra temática ou, ao menos, voltar aesta por bons motivos. Todavia, a realidade presente e processos em curso obrigam a, de novo, ocupar este espaço com a formação de professores. No número de Janeiro/Junho de 2011 desta revista escrevi sobre ‘’o falhanço da regulação e o empobrecimento do país, também na Educação‘’; hoje tratarei da certificação e habilitações profissionais para a docência, expressando em carta enviada ao então Secretário de Estado da Educação (Março de 2006), após breve fundamentação, concluí: ‘’É por tudo isto que o essencial das ideias apresentadas na sessão pública de apresentação do documento‘’Habilitações Profissionais para a Docência’’ merecem a nossa concordância. Tendo, pelo menos, um atraso de dez anos, requerem rápida implementação. Seja-me permitido realçar o significado e consequências absolutamente essenciais de dois momentos e requisitos de certificação de habilitação profissional para a docência, previstos no documento: 1) o curso de formação para o ensino. 2) As provas nacionais de avaliação de conhecimento e competências como forma de recrutamento. Tratando-se de dois instrumentos decisivos de formação e regulação de todo o sistema, deles dependerá o sucesso ou insucesso do novo modelo de certificação. ’’Motivos conhecidos levaram a que o governo e ministros de então‘’esquecessem’’ o que era tão importante. Passaram sete anos até que o actual Ministro, cumprindo uma promessa programática, legislasse sobre a ‘’prova de avaliação de capacidades e conhecimentos’’ para a função docente, do modo e com os resultados que vamos observando. Afinal, a ‘’prova de acesso’’ é, tão-só, uma teimosia ou uma necessidade? Algo que faria sentido no passado e hoje é dispensável?</p><p>Ou como tem sido a posição de tantos, designadamente das mais representativas organizações sindicais, nunca fez sentido e não é necessária? Tal como a avaliação de desempenho, a seleção dos melhores para o exercício da função docente constitui um requisito inquestionável no sucesso do sistema educativo, atendendo ao papel crucial desempenhado pelo professor. Há muito que a certificação profissional para a docência não deveria depender exclusivamente da habilitação e classificação académica; só a total ignorância do que acontece, há mais de duas décadas, no ensino universitário e politécnico, elevada dose de hipócrisia ou prioridade à defesa de perspectivas e interesses pessoais e corporativos conduziu ao estado actual. Convirá recordar que a constatação da situação preocupante a que chegara a formação de professores levou à criação do Instituto Nacional de Acreditação da Formação de Professores (INAFOP) – Dec./Lei nº 290/98 – e à criação de um Sistema de Acreditação da Formação Inicial de Professores – Dec./Lei nº194/99 – (estes organismos viriam a ser extintos pelo governo posterior, sem qualquer justificação, e parcialmente substituídos por outros, anos mais tarde). Um pouco antes (Novembro de 1997) em comunicação ao IV Congresso Nacional de Educação Física, intitulada ‘’Formação e Ensino’’, lançando um olhar crítico sobre a profissão, perguntava:</p><p>‘’Que valor, reconhecimento, respeito e dignidade pode ter uma profissão que acolhe, em perfeitas condições de igualdade, pessoas com as mais diversas formações, concepções, capacidades e competências? Que profissão é esta que ao longo da carreira oferece idênticas possibilidades de progressão, em igualdade de condições remuneratórias, aos que fazem do seu exercício um verdadeirao sacerdócio, aos que entendem a função docente como a mais nobre das profissões e aos que, carregando as insuficências da formação inicial, a desmotivação e uma boa dose de oportunismo, vão actuando conforme as circunstâncias, esperando que o tempo passe, mês após mês, ano após ano, reforçando uma rotina e uma atitude que a todos cansa? Que profissão é esta que não distingue os quea ctuam, quer numa perspectiva pessoal, quer organizacional, em função do aluno, situando-o como elemento central da função docente, da escola e de todo o sistema de ensino, daqueles outros evidenciando concepções e práticas diametralmente opostas? Num tempo em que o culto da pessoa se renova e a educação se apregoa como prioridade e paixão, que mecanismos existem, em termos a garantir a necessária qualidade e dedicação dos seus principais agentes na escola – os professores?’’</p><p>Quinze anos depois, estas questões mantêm pertinência e actualidade. Em termos de avaliação de desempenho continuamos num limbo que o senso comum não compreende e a evidência empírica condena. Enquanto estudantes, pais ou docentes testemunhamos o que a nossa memória registou com particular acuidade a existência de uma enorme diversidade de professores, dos muito maus aos excelentes. Estranhamente, perante o sistema são todos iguais. Quanto aos critérios de acesso à profissão, acontece o mesmo. Nem os mais distraidos ignoram a disparidade de formação inicial para o mesmo exercício profissional, apenas em função de opções e interesesda instituição formadora ou de quem momentaneamente a governa; tal como não ignoram as diferenças nas classificações finais, em função dos cursos frequentados, parecendo existir mesmo uma tendência inversa relativamente à qualidade do curso (agora avaliada pela A3ES).</p><p>De facto, com tal grau de evidência, como compreender as hesitações, demoras, complacências ou, mais globalmente, o modo de actuação do regulador, principal empregador e responsável maior do sistema de ensino – o(s) governo(s) – em matéria absolutamente vital ao seusucesso – a formação e certificação de professores? Conhecimento, sabedoria e prudência são requisitos tão necessários quanto ausentes nas iniciativas tomadas por vários responsáveis. Foi assim a propósito da avaliação de desempenho no governo anterior; é assim com o actual governo sobre a certificação para a docência e a ‘’prova de acesso’’. Em ambos os casos os protagonistas tiveram o mérito – ou coragem – de fazer o necessário e a imprudência – ou incompetência – de não o saberem fazer. Com as consequências parcialmente conhecidas. Termino, reconhecendo que o ‘’ruido’’ gerado em torno de matérias tão importantes e sensíveis dificulta a audição e o seu entendimento objectivo, introduzindo perturbação no sistema e adiando o que é necessário: efectiva e consequente avaliação para os que já o integram e criteriosa selecção para que melhor preparados sejam os professores do futuro.</p><p>Tão simples que parece im(possível)!</p><p>Jorge Proença</p><p>Director da Faculdade de Educação Física e Desporto</p><p>Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias</p> 2014-12-28T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) https://revistas.ulusofona.pt/index.php/gymnasium/article/view/4881 Novos horizontes e protagonistas, o mesmo objectivo 2014-12-19T20:14:15+00:00 Jorge Proença fefd.gymnasium@ulusofona.pt <p>Este é – e por tempo indeterminado – o último editorial que escrevo para a Gymnasium. Mas a nossa Revista continuará mais adulta, ambiciosa e independente de quem a fez nascer. Tal como acontece à mais amada criação humana, a quem dedicamos atenção e carinho sem limites e para quem os maiores sacrifícios são feitos livremente e com gosto, a quem tanto procuramos ensinar e tudo queremos que aprendam com um objetivo final: autonomia geradora de felicidade.</p> <p>Estão criadas as condições e o tempo próprio para que o ‘passarinho’ deixe o ninho e voe para horizontes mais amplos, descobrindo-os e estabelecendo novas relações, levando e recebendo o alimento essencial à sua e nossa existência como seres inteligentes: conhecimento.</p> <p>Um conhecimento, paradoxalmente, gerador de mais incerteza que segurança, destruidor do conforto mitológico ou religioso; um conhecimento que, questionando a realidade, nos interroga permanentemente, um conhecimento desafiador, quantas vezes perturbador, sempre responsabilizante.</p> <p>Que o nosso ‘passarinho’ conserve a ânsia da descoberta e da inovação, mas, na mesma medida, a capacidade reflexiva e o poder de decisão de, a cada momento, destrinçar conhecimento e mistificação; seriedade – mesmo quando assume insuficiências e incertezas – e fraude, ainda que não deliberadamente cometida.</p> <p>Naturalmente o seu novo ‘voo’ estará sujeito a climas calmos e reflexivos, como a tempestades e ventos cruzados. Importa prever um sistema de regulação que, não questionando a liberdade de ‘voo’, evite colisões onerosas e trajetórias contrárias ao destino final.</p> <p>Num tempo em que publicar se tornou obrigação, medida de produtividade expressa em acientíficos critérios de ‘factor’ de impacto, mais que necessidade intelectual e contributo social ao debate, reflexão e consequente problematização da realidade, fonte autêntica de pesquisa e inovação, não é fácil a existência de uma Revista científica nova (ainda sem o tão procurado – e por vezes, comprado – factor de impacto). Sobretudo se ousar publicar em língua outra, que não o inglês.</p> <p>Acontece que, apesar de uma globalização tendencialmente homogeneizante, diluindo e anulando a diversidade cultural, que não a estratificação social, existem identidades, processos e ritmos de desenvolvimento próprias. E, como escreveu recentemente Enrique Peña Nieto (presidente do México), a propósito da XXIV Cimeira Ibero-americana realizada em Vera Cruz este mês de Dezembro, “A Ibero-América é o resultado da nossa história partilhada e reflete as nossas raízes, os nossos valores e a nossa cultura”.</p> <p>É também em nome de tudo o que nos aproxima, potenciando uma comunicação empática e uma mais profunda compreensão de pessoas e factores, que importa criar e renovar projectos numa das áreas sociais de maior impacto: o Desporto e a Educação (Física).</p> <p>Foi este entendimento que nos levou a propor e, após esclarecedor debate, serem aprovados por unanimidade, novos horizontes para a Gymnasium, Revista da Faculdade de Educação Física e Desporto da Universidade Lusófona. A partir de hoje, a Gymnasium será a Revista da Rede Euroamericana de Actividade Física, Educação e Saúde (REAFES) – assim deliberou a sua Assembleia Geral, sob nossa proposta.</p> <p>Procurando aprofundar a sua matriz e ampliar e multiplicar procedimentos que melhor conduzam aos mesmos objectivos, a Gymnasium deixa de ser a Revista especializada de uma Universidade para ser de muitas (catorze, neste momento) de vários países e, por isso mesmo, melhor cumprir a missão de ser um veículo privilegiado do conhecimento e da investigação produzida e publicada em português e espanhol.</p> <p>À Gymnasium e aos seus novos responsáveis desejo o maior sucesso e uma vida longa e próspera; aos leitores e autores o meu agradecimento e a promessa de que continuaremos a encontrar-nos. E, porque Dezembro é tempo de renovada esperança, mesmo perante as maiores dificuldades, deixar um forte abraço natalício e votos um bom Novo Ano.</p> <p>Jorge Proença</p> <p>Director da Faculdade de Educação Física e Desporto</p> <p>Universidade Lusófona</p> 2014-12-19T20:05:06+00:00 Direitos de Autor (c) https://revistas.ulusofona.pt/index.php/gymnasium/article/view/3121 Jogos Olímpicos – uma Perspetiva Histórica: As Grandes Linhas Ideológicas de Orientação Estratégica do COI. 2014-12-19T20:14:15+00:00 Alcides Vieira Costa professoralcides@yahoo.com Gustavo Pires gpires@fmh.utl.pt Alberto Reppold Filho arepold@portoweb.com.br <p>O presente estudo apresenta os resultados de uma análise de conteúdo documental de cunho qualitativo na perspetiva sócio-histórica. O objetivo foi identificar quais foram as grandes linhas ideológicas de orientação estratégica do Comité Olímpico Internacional (COI) no período que decorreu entre os Jogos Olímpicos (JO) de Atenas (1896) e os de Pequim (2008). Os documentos analisados foram as Atas das Sessões do COI realizadas entre 1894 e 2008. A investigação teve como resultado a identificação de quatro grandes linhas ideológicas de orientação estratégica: 1) o amadorismo / profissionalismo; 2) o comercialismo; 3) o desenvolvimento humano; e 4) a política. Os resultados indicam que o amadorismo no desporto tinha que ser abandonado e o profissionalismo assumido como uma adequada estratégia de desenvolvimento. O comercialismo deveria ser assumido como um instrumento de gestão para obter receitas para o desenvolvimento do desporto. O desenvolvimento humano ser considerado como uma linha ideológica que permeou adequadamente a história do COI. As questões políticas, assumidas como de vital importância para projetar o COI rumo a um futuro melhor. Por fim, concluímos que o Olimpismo deve ser considerado como um catalisador de mudanças e de grandes transformações sociais ao serviço do desenvolvimento humano<strong> </strong>através da estratégia político-ideológica do <em>soft power</em>.</p> 2014-12-19T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) https://revistas.ulusofona.pt/index.php/gymnasium/article/view/2909 TEORIA DA AUTODETERMINAÇÃO E COESÃO DE GRUPO NO ESTUDO DA ADESÃO AO EXERCÍCIO FÍSICO EM AULAS DE GRUPO: REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA 2014-12-19T20:14:15+00:00 JOAQUIM LUIS DOS SANTOS LAVADO JLLEAO11@GMAIL.COM <p class="AbstractResumo">A compreensão dos predictores associados à adesão continuada ao exercício físico pode representar um importante avanço no combate às patologias associadas aos baixos níveis de actividade física e sedentarismo que prevalecem na sociedade. Estes predictores podem ser estudados com a teoria da autodeterminação (TAD) e a coesão de grupo. Esta revisão sistemática da literatura, pretende analisar a literatura científica disponível sobre a TAD e a coesão de grupo no estudo da adesão ao exercício físico em grupo.</p> <p class="AbstractResumo">Foram pesquisados artigos da PubMed e PsycINFO com nível de evidência científica A ou B que analisaram a adesão às aulas de grupo de exercício físico com a TAD e a coesão de grupo. A pesquisa, automática e manual, foi realizada entre 3 e 31 Dezembro de 2011 com o auxílio de uma tabela com os critérios de selecção.</p> <p class="AbstractResumo">Após leitura do título e abstract de 730 artigos de estudos potencialmente relevantes, foram seleccionados 10 artigos para leitura integral, sendo incluídos nesta revisão 7 artigos. Nestes estudos, a adesão mais elevada está relacionada com a competência, o divertimento e a motivação intrínseca e, num follow up a 6 meses, com a competência.</p> <p class="AbstractResumo">É fundamental investigar experimentalmente o efeito do suporte à coesão de grupo, autonomia, competência e relacionamento positivo dos participantes em aulas de grupo em contextos de ginásios e health-clubs.</p> 2014-12-19T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c)