Alterações do Volume Plaquetário Médio em Cavalos com Estereotipias: Análise Comparativa com Cavalos Normais
Resumo
Objetivos: Avaliar se existem diferenças entre vários marcadores sanguíneos entre cavalos em vários estados clínicos (cavalos com estereotipias, problemas ortopédicos, cavalos reativos, cavalos saudáveis), explorando o VPM como possível biomarcador associado a stress psicológico.
Materiais e Métodos: Foram recolhidas amostras sanguíneas de 28 cavalos, no âmbito de exames médicos de rotina, para realização de hemograma completo. As amostras de sangue foram colhidas em tubos com EDTA e processadas nos equipamentos IDEXX Procyte™ One de acordo com as recomendações do fabricante. Tendo em conta a reduzida dimensão da população, aplicou-se o teste de Kruskal-Wallis, seguido de comparações múltiplas entre pares.
Resultados: Observou-se uma diferença significativa do VPM entre os grupos de cavalos (p<0,05). Especificamente, os cavalos com estereotipias (E) apresentaram um resultado superior aos cavalos saudáveis (S) (E = 9,04fL; S = 8,31fL; p<0,05).
Conclusões: A literatura sugere que valores aumentados de VPM podem refletir ativação plaquetária em resposta a stress, inflamação ou exercício. Os resultados indicam que o VPM poderá constituir um marcador hematológico relevante na avaliação de cavalos com estereotipias, suportando a hipótese de que estas manifestações comportamentais têm repercussões fisiológicas mensuráveis. Sendo a população uma limitação do presente estudo, recomenda-se a confirmação destes resultados em estudos futuros, assim como noutros quadros clínicos de doença comportamental.
Palavras-chave: Estereotipias, Volume Plaquetário Médio, Equino, Hematologia, Stress
Financiamento: I-MVET