Aplicabilidade da ultrassonografia de contraste em cães com lesões esplénicas

  • Cláudia Marques Hospital Veterinário da Arrábida, Azeitão, Portugal;
  • Sofia Monteiro Hospital de Referência Veterinário para Animais de Companhia da Universidade Lusófona de Lisboa, Portugal;
  • Monique Ramos Hospital de Referência Veterinário para Animais de Companhia da Universidade Lusófona de Lisboa, Portugal;
  • Pedro Parreira Hospital de Referência Veterinário para Animais de Companhia da Universidade Lusófona de Lisboa, Portugal;
  • Nuno Leal Hospital de Referência Veterinário para Animais de Companhia da Universidade Lusófona de Lisboa, Portugal;
  • Bernardo Trovão Hospital Veterinário da Arrábida, Azeitão, Portugal;
  • Débora Gouveia Hospital Veterinário da Arrábida, Azeitão, Portugal;
  • Rita Serras Hospital de Referência Veterinário para Animais de Companhia da Universidade Lusófona de Lisboa, Portugal;
  • Ana Lima I-MVET (Research in Veterinary Medicine), Faculty of Veterinary Medicine, Lusófona University - Lisbon University Center, Lisbon, Portugal
  • Ângela Martins Hospital Veterinário da Arrábida, Azeitão, Portugal;
  • Sónia Campos Hospital de Referência Veterinário para Animais de Companhia da Universidade Lusófona de Lisboa, Portugal;
  • Rute C. Teixeira Hospital de Referência Veterinário para Animais de Companhia da Universidade Lusófona de Lisboa, Portugal;
  • Ana Santana Hospital de Referência Veterinário para Animais de Companhia da Universidade Lusófona de Lisboa, Portugal;

Resumo

Objetivos: Um diagnóstico preciso das massas esplénicas é fundamental para distinguir entre lesões benignas e malignas. A ultrassonografia com contraste (CEUS), ao permitir a avaliação da vascularização nas fases de wash-in, pico de realce e wash-out, pode contribuir para a classificação destas lesões, conforme demonstrado em medicina humana e em lesões hepáticas em cães. Este estudo preliminar e prospetivo teve como objetivo avaliar o valor diagnóstico da CEUS na caracterização de lesões esplénicas em cães.

 

Materiais e Métodos: Foram incluídos doze cães (7 machos inteiros, 2 machos castrados, 1 fêmea inteira e 2 fêmeas esterilizadas), com idade média de 11 anos e peso médio de 17 kg. A maioria dos animais não tinham raça definida (n=10), tendo sido incluído também um Bulldog Francês e um Yorkshire Terrier. Foi administrada uma solução intravenosa de hexafluoreto de enxofre estabilizado com fosfolípidos (SonoVue®, Itália) na veia cefálica (0,03 ml/kg), seguida de uma lavagem com 5 ml de NaCl. Os animais foram posicionados em decúbito lateral direito. As imagens foram adquiridas com uma sonda microconvexa (3,0–11,0 MHz) e analisadas com software proprietário (Mindray Vetus 9). O diagnóstico definitivo foi obtido por histopatologia (punção aspirativa por agulha fina ou biópsia).

 

Resultados: Em 84% dos casos observaram-se padrões ecográficos variáveis em todas as fases; 8% apresentaram hipoecogenicidade no pico de realce e 8% apresentaram hipoecogenicidade em todas as fases, com presença de vasos tortuosos. Das lesões identificadas, 84% foram benignas (42% hematopoiese extramedular, 42% hiperplasia benigna). Duas lesões (16%) foram malignas, diagnosticadas como linfoma de células pequenas a intermédias e hemangiossarcoma. As lesões benignas apresentaram frequentemente parâmetros CEUS heterogéneos.

 

Conclusões: A CEUS revelou-se uma técnica não invasiva promissora para a classificação de lesões esplénicas em cães, contribuindo para a definição de uma abordagem terapêutica mais adequada.

 

Palavras-chave: CEUS; cão; baço; massas esplénicas; ultrassonografia;

 

Financiamento: Este trabalho foi financiado pela FMV-ULusófona.

 

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Publicado
2026-02-20