Diagnóstico molecular de agentes patogénicos transmitidos por vetores em animais de companhia na área da Grande Lisboa

  • Inês Castela Faculdade de Medicina Veterinária, Universidade Lusófona, Centro Universitário de Lisboa
  • Ricardo Faustino Faculdade de Medicina Veterinária, Universidade Lusófona, Centro Universitário de Lisboa
  • Margarida Alves Faculdade de Medicina Veterinária, Universidade Lusófona, Centro Universitário de Lisboa
  • Sara Zúquete Faculdade de Medicina Veterinária, Universidade Lusófona, Centro Universitário de Lisboa
  • Ana Munhoz Faculdade de Medicina Veterinária, Universidade Lusófona, Centro Universitário de Lisboa
  • Inês L.S. Delgado Faculdade de Medicina Veterinária, Universidade Lusófona, Centro Universitário de Lisboa

Resumo

Objetivos: As doenças transmitidas por vetores representam uma preocupação crescente em Medicina Veterinária. O aumento da mobilidade de animais, as alterações climáticas e a crescente urbanização contribuíram para a expansão geográfica de diversos vetores, favorecendo a emergência dos agentes patogénicos que transmitem. Entre os agentes mais relevantes em cães e gatos, encontram-se bactérias, protozoários e helmintes que requerem vetores como carraças ou insetos para completar o seu ciclo de vida. Com o presente estudo pretendeu-se avaliar a frequência de Anaplasma/Ehrlichia spp., piroplasmídeos e filarídeos em cães e gatos domiciliados na Grande Lisboa, contribuindo para o conhecimento epidemiológico regional e para o reforço das medidas preventivas adequadas ao controlo destas infeções vetoriais.
Materiais e métodos: Foi extraído DNA genómico, através de kit comercial, de amostras de sangue de cães e gatos, recolhidas em âmbito hospitalar. Foram realizados testes de PCR convencional para a deteção de Anaplasma/Ehrlichia spp., piroplasmídeos e filarídeos, usando oligonucleotídeos iniciadores que permitem a amplificação das espécies conhecidas de cada um destes grupos de agentes em cães e gatos.
Resultados: Obteve-se o DNA genómico de 126 amostras de sangue, das quais 66 são de cães e 60 são de gatos. A qualidade do DNA foi verificada através da avaliação em nano espectrofotómetro e da amplificação dos genes β-actina (cão) ou fGUSB (gato). Até ao momento foram detetadas 2 amostras com produto de PCR compatível com Anaplasma/Ehrlichia spp., 4 amostras com produto de PCR compatível com piroplasmídeos e 14 amostras com produto de PCR compatível com filarídeos. Estes produtos de PCR serão purificados e analisados por sequenciação de Sanger.
Conclusões: Os resultados obtidos até ao momento apontam para baixas taxas de prevalência de Anaplasma/Ehrlichia spp., piroplasmídeos e filarídeos na área da Grande Lisboa. No futuro, as amostras serão adicionalmente testadas para a presença de outros agentes patogénicos transmitidos por vetores.
Palavras-chave: Cão, gato, Anaplasma/Ehrlichia spp., piroplasmídeos, filarídeos.
Financiamento: Bolsa de estudante em Estágio Curricular da FMV-ULusófona – 2024/2025.

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Publicado
2026-02-24