AS MEGAEXPOSIÇÕES NO BRASIL: DEMOCRATIZAÇÃO OU BANALIZAÇÃO DA ARTE?

  • Myrian Sepúlveda Dos Santos Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias

Resumo

Convivemos atualmente no Brasil, país em que os museus são pouco freqüentados, com filas enormes e um comparecimento maciço a exposições promovidas pelos museus de arte das grandes metrópoles. Eles respondem às demandas sociais de educação e lazer e atraem um número cada vez maior de visitantes, tornando-se uma das práticas culturais mais populares desta virada de milênio. Qual o significado destas novas exposições? Elas têm sido consideradas tanto parte de um processo de democratização do acesso à arte, quanto responsáveis pela banalização da arte em sociedades cada vez mais voltadas para o consumo. Este artigo se propõe a analisar a produção, difusão e recepção destas novas exposições, considerando a hierarquia de normas, valores e práticas presentes na sociedade brasileira.

 

“O que desejo é que o público seja estimulado, devorado pela curiosidade. Se for assim, acho que a exposição alcançou seu objetivo. Em termos de conteúdo, nem a maior das retrospectivas poderia dar o espírito total de Dalí … O intuito é evitar que o visitante se canse ou caia na monotonia.”

Robert Descharnes, Curador da Mostra Dalí Monumental

 

“Se as pessoas não querem ir aos museus, as obras de arte é que devem ir para a rua”

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Como citar
DOS SANTOS, Myrian Sepúlveda. AS MEGAEXPOSIÇÕES NO BRASIL: DEMOCRATIZAÇÃO OU BANALIZAÇÃO DA ARTE?. Cadernos de Sociomuseologia, [S.l.], v. 19, n. 19, june 2009. ISSN 1646-3714. Disponível em: <http://revistas.ulusofona.pt/index.php/cadernosociomuseologia/article/view/368>. Acesso em: 17 aug. 2018.

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