O MíSTICO QUE A ESCOLA DE FRANKFURT E O CÍRCULO DE VIENA NÃO VIRAM NO TRACTATUS
Resumo
Este artigo trata de desfazer uma das mais persistentes confusões da história da filosofia, ou seja, a de que o primeiro Wittgenstein pode ser classificado como filósofo analítico, tout court. E procura situá-lo ao invés na tradição centro-europeia herdeira de Kant, onde questões metafísicas com implicação prática, tais como Deus, o Bem, a Verdade, têm lugar obrigatório. E que ainda que aparentemente estes objetos estejam interditados pela filosofia da linguagem do Tractatus, elas são seu verdadeiro objetivo desde o primeiro aforisma, a saber, demonstrar o seu lugar a partir de uma perspectiva rigorosamente lógica. Como conclusão, Wittgenstein apõe o místico, cujo sentido tem sido negligenciado pelos intérpretes ao longo dos anos. Este conceito vazio, cuja significância resume-se ao plano da experiência é fundamental para entender o espírito da sua filosofia como um todo.



