‘Diz-me como ages, dir-te-ei quem és’: João Couto e a génese do Museu -Biblioteca Condes de Castro de Guimarães, em Cascais

  • Maria Mota Almeida Investigadora integrada do Instituto de História Contemporânea da FCSH-UNL, Doutoramento em Museologia pela ULHT, Docente na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril (ESHTE)

Resumo

Este artigo baseia-se, parcialmente, na investigação elaborada no âmbito da Tese de Doutoramento em Museologia. Centra-se no ‘estudo de caso’ de um processo museológico de raiz local: o Museu - Biblioteca Condes de Castro Guimarães, única instituição museal no concelho de Cascais durante meio século. Tendo como base epistemológica o campo de investigação da Sociomuseologia, partindo de fontes primárias, secundárias e de bibliografia complementar, procurou-se apreender a forma como o primeiro responsável desta instituição pensou, percebeu e construiu, na sua génese, a função museológica. A pesquisa orientou-se numa dupla vertente: por um lado, estudou-se, mediante a metodologia de análise de conteúdo, o pensamento e a ação do conservador João Couto; por outro, procedeu-se ao historial do museu, dos anos 30 aos anos 40 do século XX, o que permitiu compreender que, desde muito cedo, a função social e educativa esteve presente através de uma proposta que se foi construindo ao longo das décadas. Demonstrou-se a relevância do contributo do  conservador para a construção de uma instituição cultural mais próxima da comunidade, destacando o pioneirismo das práticas de cariz social, cultural e educativo que, posteriormente, se refletiu no desenvolvimento do seu trabalho no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa.

Palavras – Chave: Museologia; Sociomuseologia; Educação; Museus Locais; Comunidade

 

Biografia Autor

Maria Mota Almeida, Investigadora integrada do Instituto de História Contemporânea da FCSH-UNL, Doutoramento em Museologia pela ULHT, Docente na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril (ESHTE)
Publicado
2014-07-23