CAPÍTULO 2 – O LUGAR, OS NARRADORES, A INSTITUIÇÃO

  • Adolfo Samyn Nobre Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias

Resumo

A cidade do Rio de Janeiro é marcada por grandes contrastes decorrentes de características naturais (geológicas, topográficas, climáticas) e históricas que influíram na formação da cidade. Coexistem, de maneira quase sempre conflituosa, natureza e aglomerados urbanos e, nesses, bairros privilegiados com equipamentos de saúde, lazer, e segurança próximos a construções de madeira e alvenaria sem reboco, onde muitas vezes água e luz só chegam através de instalações clandestinas. Daí a noção de “cidade partida” que, após o livro do escritor e jornalista Zuenir Ventura, publicado em 1994, veio a tomar força nos meios acadêmicos e nas diversas publicações que tratam de assuntos referentes aos espaços urbanos de segregação nas grandes cidades (em particular no Rio de Janeiro, de onde parte o autor para formular este conceito). A idéia presente nesse livro, que retrata de forma dramática as relações entre favela e “asfalto”, através da abordagem do cotidiano de traficantes da favela carioca de Vigário Geral, traz à tona o sentimento de ruptura entre “asfalto” e favela, sendo a favela identificada como lugar da violência e exclusão do acesso à cidadania.

Como Citar
Samyn Nobre, A. (1). CAPÍTULO 2 – O LUGAR, OS NARRADORES, A INSTITUIÇÃO. Cadernos De Sociomuseologia, 33(33). Obtido de https://revistas.ulusofona.pt/index.php/cadernosociomuseologia/article/view/502