A economia do património e o turismo

  • António Queirós Doutor em Filosofia das Ciências, Professor, Investigador, na área da economia e gestão do turismo cultural e de natureza, Universidades de Aveiro (Departamento de Economia, De Gestão e Engenharia Industrial)

Resumo

O turismo não é apenas e exclusivamente uma atividade económica, mas jamais devemos subestimar esta sua dimensão primordial, e, porventura, a sua crescente importância económica é indissociável de algumas das mais profundas mudanças políticas e sociológicas que marcaram o século XX: o crescimento da classe média instruída e da sua mobilidade, facilitada pela formidável revolução técnico-científica e a mudança do seu conceito de “gosto”; a institucionalização e ampliação dos direitos democráticos dos cidadãos; a contenção da guerra; mas também de uma ainda mais radical mudança antropológica, o reposicionamento do Ser Humano no quadro da Filosofia da Natureza e do Ambiente e das suas Éticas Ambientais, quer a atividade turística disso se aperceba ou não, cega pela aparência das formas económicas tradicionais e pela expansão e sucesso ininterrupto desta atividade nos últimos cinquenta anos, marcados pelo empirismo e a absolutização do turismo como atividade económica de serviços. A economia do turismo, na sua relação com o património e a constituição e reprodução do capital turístico apresentam algumas singularidades que pretendemos investigar: como se produz a mercadoria turística e reproduz o capital turístico, como se processa a formação do seu valor, preço e concorrência, qual a natureza e a essência económica da atividade turística, questionando simultaneamente os conceitos tradicionais de comum sector de serviços ou indústria do turismo, tourism industry.

Palavras-chave: Gosto. Turismo Cultural. Externalidades.

 

Publicado
2016-06-26
Como Citar
Queirós, A. (2016). A economia do património e o turismo. Cadernos De Sociomuseologia, 51(7). Obtido de https://revistas.ulusofona.pt/index.php/cadernosociomuseologia/article/view/5492