Museologia LGBT aplicada: uma experiência de gestão no Museu das Bandeiras

  • Tony Boita Diretor do Museu das Bandeiras, Museu de Arte Sacra da Boa Morte e Museu Casa da Princesa (Ibram/Mtur).

Resumo

O presente artigo aborda as ações que envolvem os temas de gênero e dissidências sexuais desenvolvidas pelo Museu das Bandeiras entre 2018 e 2020. O referido museu passa a priorizar tais temáticas a partir de uma nova gestão, onde o presente autor é o diretor da instituição. Deste modo, durante dois anos foram intensificadas ações estratégicas que objetivaram visibilizar mulheres e pessoas LGBT. Ressalta-se que o Museu das Bandeiras está localizado em uma cidade do interior do Brasil localizado a 200 km da capital, na Cidade de Goiás, conhecida pelos poemas de Cora Coralina, pelo título de patrimônio histórico da humanidade e pelos casarios bem preservados. Neste artigo, utilizaremos o conceito de Museologia LGBT, visando apresentar na prática as atividades desenvolvidas nesta instituição que possam ser trabalhados em outros museus convencionais. Como metodologia, foram cartografadas ações realizadas, em especial a geração do seu plano museológico, então dividido em três etapas: a) institucionalização; b) formação e pesquisa; c) ações de difusão a partir de demandas da comunidade local. Para tal, as ações só puderam ser realizadas a partir da colaboração da equipe e da comunidade local que apoiou e estimulou o desenvolvimento deste projeto.

Palavras-Chave: Museologia LGBT; Museu das Bandeiras; Gestão Museológica; Gênero; Dissidências Sexuais

Publicado
2021-04-29
Como Citar
Boita, T. (2021). Museologia LGBT aplicada: uma experiência de gestão no Museu das Bandeiras. Cadernos De Sociomuseologia, 61(17), 85-108. https://doi.org/10.36572/csm.2021.vol.61.04