A New Management da intervenção social: perceção dos riscos psicosso-ciais e ambientais no acolhimento social e os fatores de bem-estar para os interventores sociais
https://doi.org/10.53809/TS_ISS_2023_n.4_141-157
Resumo
Este artigo apresenta uma análise da relação dos riscos psicossociais, destacando-se a gestão da intervenção, quadro teórico que fundamenta alguns dos fatores analisados na investigação de doutoramento, que pretende aferir as condições laborais no contexto de ação dos interventores de 1ª linha no acolhimento social. Para obter estes dados, foi aplicado um questionário, de modo a obter informações da perceção dos assistentes sociais nos aspetos diversos do seu quotidiano profissional, que influem sobre a sua saúde e bem-estar[1]. Conclui-se que é necessário habilitar os profissionais com estratégias de stress-coping, como: engagement - pela análise de experiências positivas e condições favoráveis ao bem estar em meio laboral (Extremera et.al., 2005; Gonçalves, 2020); coping (adaptação a circunstâncias e situações); supervisão; acionar um (bom) suporte social; bem como trabalhar e aplicar na prática características individuais e mecanismos de libertação fisiológica, complementada por uma postura resiliente e de locus de controlo, de adaptação à mudança, na superação de obstáculos e de resistência à pressão (Gonçalves, 2020, p.28; Fernandez-Barrocal, 2021).
[1] Dados preliminares da investigação referente à síndrome de burnout nos profissionais de 1ª linha, na qual se pretende conhecer a realidade da intervenção social dos profissionais de serviço social em acolhimento social, alicerçada nas perceções dos riscos psicossociais e ambientais que experienciam e no conhecimento das dinâmicas e estratégias quotidianas para a promoção do seu bem-estar.
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