CAPÍTULO 2 - A MUSEOLOGIA CONTEMPORÂNEA EM PORTUGAL

  • Judite Primo Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias

Resumo

O processo de democratização no contexto de museologia levou a uma reposicionamento da imagem do museu templo para a imagem de museu fórum, ou seja, museu como recurso, como meio de comunicação, como meio alternativo de comunicações, como prestador de serviços, como vector dinâmico capaz de alterar a sua relação com as comunidades. O direito e fruição do património cultural são direitos fundamentais de cidadania, consignados na constituição da República Portuguesa.

Se fizermos uso da memória, elemento fundamental para a prática da museologia, lembraremos que já em 1972 na Mesa Redonda de Santiago do Chile os profissionais eram chamados ao trabalho museal por meio do reconhecimento dos “testemunhos representativos da evolução da natureza e do Homem”24, em todo o documento o desafio feito é justamente no sentido dos profissionais alargarem o âmbito da sua intervenção no campo do património, nunca restringindo a acção museal na esfera do património tangível.

Outro dado importante a lembrarmos é a política patrimonial seguida por alguns Países ao longo da segunda metade do século XX, na tentativa de alargar o campo de actuação. Desde 1950 que o Governo do Japão criou mecanismos para valorizar o saber-fazer por meio da criação e atribuição do Título de “Tesouros Vivos Nacionais” à indivíduos reconhecidos pela sua importância na manutenção das tradições locais. As Filipinas, a Tailândia e a França também criaram mecanismos semelhantes nas décadas de 70, 80 e 90, respectivamente. Em 2000 o Brasil assumiu o Registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial que constituem património cultural da Nação.

Como citar
PRIMO, Judite. CAPÍTULO 2 - A MUSEOLOGIA CONTEMPORÂNEA EM PORTUGAL. Cadernos de Sociomuseologia, [S.l.], v. 30, n. 30, june 2009. ISSN 1646-3714. Disponível em: <https://revistas.ulusofona.pt/index.php/cadernosociomuseologia/article/view/462>. Acesso em: 21 oct. 2019.