PREÂMBULO

  • Adolfo Samyn Nobre Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias

Resumo

No início do ano de 1999, quando cursava o penúltimo período da graduação na Universidade do Rio de Janeiro, surgiu a idéia que serviria de base para esta dissertação.

Estávamos reunidos, Waldemir Tavares, Júlio Mourão e eu, na cantina do Centro de Ciências Humanas da UNIRIO; éramos todos estudantes de museologia, com exceção do Júlio, o único bacharel entre nós. Nos conhecíamos da militância no Diretório Acadêmico, do qual fazíamos parte há pouco mais de dois anos. Debatíamos sobre a função social da museologia enquanto Waldemir, debruçado à mesa, expunha com entusiasmo suas idéias sobre como a museologia poderia servir aos interesses dos movimentos sociais tais como MST (Movimento dos Sem Terra) e MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto).

Muito influenciados pela “Nova Museologia" - já naquela época não tão nova assim, mas cujos princípios pouco haviam penetrado na formação que se dava no curso em que ingressáramos -, discutíamos a possibilidade de utilizar a memória das lutas de contestação social, construindo uma força contra a hegemonia da história oficial.

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Como citar
SAMYN NOBRE, Adolfo. PREÂMBULO. Cadernos de Sociomuseologia, [S.l.], v. 33, n. 33, june 2009. ISSN 1646-3714. Disponível em: <https://revistas.ulusofona.pt/index.php/cadernosociomuseologia/article/view/499>. Acesso em: 17 aug. 2019.