Racismo cotidiano, museu e museologia: desarquivando memórias negras por uma escrita indisciplinada
Résumé
Esse texto, escrito como “um ato político”, discute como o racismo cotidiano se imbrica nos discursos museológicos e validam as narrativas “fabricadas da escravização em museus” quando encenam a subalternização simbólica de corpos femininos negros a partir de suas exposições de longa duração, ainda no século XXI. Na cena, a Casa-Grande exibida vai ser lida por essa sujeita “que vos fala” como um lugar (no/do) “vestígio”, onde relatos meus, de ex-escravizado e de autores negres da teoria radical crítica se unem para testemunhar que outras narrativas da violência que interrompem ainda o cotidiano do Povo Negro no Brasil são apagadas nesses lugares. Para tanto, proponho o ‘desarquivamento’ do que sobra da memória performatizada em vida pelos corpos negros, para desarticular as práticas de apagamento promovidas por essas instituições seculares, ao que intuo como ‘contra-narrativas hegemônicas de museus’. Assim, a partir do pensamento de Kilomba (2020), Sharpe (2023), Hartman (2022;2024), Moten&Harten (2024), dentre outros(as), “trapacearei” os museus com os relatos de Douglass (2021) por considerar que suas narrativas são munições que quando acionadas atormentam os sonhos de escravagistas adormecidos(as) e des-musealizam memórias do Povo Negro no Brasil.
Palavras-chave: Desarquivamento e Des-musealização; Corpos Femininos Negros; Racismo Cotidiano; Memórias da escravização; Museologia e Museus.
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