Racismo Ambiental a serviço do Progresso: O Museu da Resistência da Boa Esperança Contra a Colonialidade

Resumo

A museologia tem se tornado um mecanismo de reflexão crítica quanto ao papel social, ambiental e de preservação do patrimônio cultural a partir de perspectivas contemporâneas de vozes há muito silenciadas em espaços elitizados. A desconstrução de narrativas histórias através de pesquisas, exposições e ações educativas em museus comunitários, como o museu da resistência da Boa Esperança, situado na zona norte de Teresina. Criado pelos coletivos da própria comunidade para lutar contra a colonização contemporânea e o racismo ambiental, implementados pelo projeto de requalificação urbana - Lagoas do Norte, o museu tem sido um espaço que fomenta o debate e a compreensão de outros grupos marginalizados sobre as estruturas de poder que ainda moldam as relações, se apropriam de territórios e normalizam as injustiças sociais. Assim, utilizando uma metodologia pautada no levantamento bibliográfico, prospecções de reconhecimento com levantamento de registros orais e fotográficos, o presente artigo objetiva investigar como este museu comunitário contribui para a preservação da memória histórica e narrativas comunitárias, e também como atua no combate ao racismo ambiental e na promoção da justiça social. Configurando-se, assim, como uma ferramenta estratégica no combate às desigualdades históricas e contemporâneas, ao mesmo tempo em que elucida a importância de instituições preocupadas com questões culturais, para além da exposição de objetos.

 Palavras-chave: Museologia; Racismo ambiental; Museu da resistência da Boa Esperança

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Publicado
2025-12-20
Como Citar
de Oliveira Castro, L. F., Freitas Borges, J., & Melquíades dos Santos, V. (2025). Racismo Ambiental a serviço do Progresso: O Museu da Resistência da Boa Esperança Contra a Colonialidade. Cadernos De Sociomuseologia, 71(27), 105-116. https://doi.org/10.36572/csm.v71i27.10881