Negrinho não é apelido, é racismo: Uma análise semiótica do discurso racial na reportagem “Negrinho gostou de Portinari: Museu”
Resumen
O artigo tem como objetivo analisar semioticamente como se configura o discurso do racismo na reportagem “Negrinho gostou de Portinari: Museu”, publicada no jornal Diário de Notícias em 1960. A partir desse recorte, a investigação articula reflexões sobre cultura, raça e museus, observando as formas de representação e reconhecimento social presentes na linguagem jornalística e na experiência visual. O problema da pesquisa, inicialmente é a ausência de um nome próprio para o menino negro mencionado na reportagem, em contraste com a repetição do nome de Cândido Portinari, artista consagrado. A metodologia adotada é exploratória e qualitativa, com base em uma análise semiótica que permite observar como os sentidos são produzidos e atualizados nas interações entre os sujeitos e as imagens e a pesquisa documental, com interpretação do texto jornalístico. Ademais, o estudo centra-se na relação entre crianças negras e as obras Vendedor de Passarinhos e Menina com a Flor, nas quais os meninos constroem metáforas visuais que atualizam os sentidos das imagens. O texto mostra que, embora Portinari buscasse representar o povo brasileiro, o olhar retratado em suas obras é atravessado por uma posição de distanciamento social. O artigo contribui para pensar os mecanismos simbólicos que produzem o racismo na linguagem, na arte e nas instituições culturais.
Palavras-Chaves: Negrinho; semiótica; museu; racismo.
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