A perspectiva êmica dos indígenas: um caminho para a formação dos professores de História e a Lei 11.645/2008
Resumo
O Brasil possui mais de 1,6 milhão de pessoas indígenas em sua população. Em 2008, foi criada a lei 11.645, que estabeleceu a obrigatoriedade das temáticas indígenas na Educação Básica do país. Entretanto, sua implementação permanece bastante limitada. Este artigo defende a incorporação da perspectiva êmica, ou seja, a visão dos próprios povos indígenas, na formação de professores de História como uma estratégia para promover a educação inclusiva em contextos de diversidade. São apresentados exemplos de trabalhos acadêmicos de indígenas, especialmente os Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs) do curso de Formação Intercultural para Educadores Indígenas (FIEI) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que oferecem conhecimentos profundos sobre a história e a cultura de diversos povos. A valorização da perspectiva êmica é, portanto, uma possibilidade para a promoção de um ensino mais plural, ajudando a superar os desafios na formação de professores face à diversidade.
Palavras-chave: Perspectiva êmica; Formação de professores; Lei 11.645/2008
Downloads
Os autores e as autoras conservam os direitos de autor e concedem à revista o direito de primeira publicação.
Os artigos são publicados sob a licença Creative Commons Attribution 4.0 International.





