Racionalidades e representações na eleição do diretor da escola pública portuguesa

  • Teresa Maria Barradas Silva Soares Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
  • Maria João de Carvalho Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

Resumo

A partir de 2008, o modelo de gestão e de administração da escola pública portuguesa sofreu profundas alterações. Abandonando a colegialidade tradicional e práticas de democracia direta na eleição dos seus órgãos diretivos, conquistadas após a Revolução de abril de 1974, implementou-se um órgão unipessoal, o diretor, eleito por um conselho geral, um órgão colegial, configurando um paradigma substancialmente diferente, concretizado na abertura da escola a forças exteriores anteriormente alheadas das esferas decisórias e a um afastamento acentuado dos atores tradicionalmente mais directamente implicados nas dinâmicas escolares. Com base numa investigação de natureza qualitativa, a partir de um estudo de caso, e fazendo uso de entrevistas procuramos determinar as racionalidades dos diferentes atores educativos, e conhecer se a política partidária tem impacto significativo no status quo, pelos sentimentos que gera relativamente aos princípios de legitimidade e democraticidade que envolve o processo de eleição.

Palavras-chave: diretor; eleição; democracia

Biografias Autor

Teresa Maria Barradas Silva Soares, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

Mestre em Ciências da Educação: área de especialização em Administração Educacional Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Vila Real Email: teresa.pro@gmail.com


Maria João de Carvalho, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

Professora auxiliar da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro Investigadora Integrada do CIIE-Universidade do Porto Avaliadora Externa de Escolas Autora de artigos publicados em revistas nacionais e estrangeiras. Email: mjcc@utad.pt

Publicado
2015-06-27