Educação Infantil nos municípios do Rio de Janeiro durante a pandemia: ambivalência das ações de gestão
Resumo
O reconhecimento, pela Organização Mundial da Saúde, da pandemia causada pela Covid-19, em março de 2020, impediu o acesso dos estudantes às escolas brasileiras. Com o fechamento físico dos estabelecimentos de ensino, muitos gestores municipais enviaram materiais de apoio pedagógico para as crianças e suas famílias. De acordo com a análise dialógica realizada neste estudo, os discursos institucionais levados a cabo por esses gestores e os discursos pronunciados por meio dos próprios materiais de apoio pedagógico, reproduzem um embate de muitas vozes sociais e podem ter efeitos de sentido bem diferentes. Este artigo trata das relações entre políticas de Estado e políticas de governo a partir de ações referentes à Educação Infantil implementadas por gestores municipais no decurso da pandemia. O corpus dos materiais de apoio pedagógico foi constituído a partir de websites e redes oficiais de compartilhamento de secretarias de educação de uma amostra de 17 municípios do Rio de Janeiro e organizado num banco de imagens. A análise dos materiais, que se restringiu a sete municípios, permitiu compreender melhor o que foi produzido para as crianças pela política municipal e ainda que, em geral, as políticas implementadas são as políticas do governo, que os documentos nacionais são pouco indutores da elaboração dos materiais pedagógicos e que as responsabilidades de gestão são ambíguas.
Palavras-chave: educação infantil; política de Estado; política de governo; ambivalência da gestão.
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