Transições de abril e avaliação pedagógica – esboço para uma pesquisa
Resumo
No campo da educação, embora nem sempre em sentidos ou direções congruentes, a avaliação é particularmente sensível às alterações político-ideológicas, pedagógicas e culturais. A afirmação anterior é, antes de tudo, um pressuposto que pode e deve continuar a ser posto à prova, sobretudo em momentos históricos particularmente marcados por mudanças profundas. Com alguns dados e documentos inéditos, ou que não tiveram até ao momento grande visibilidade na investigação, o que justamente se pretende neste artigo é, de uma forma exploratória, procurar perceber se ou como repercutiram na avaliação pedagógica as mudanças profundas que se iniciaram na sociedade portuguesa, numa conjuntura histórica singular como foi a Revolução dos Cravos de abril de 1974. Este texto revisita a avaliação dos alunos (ou avaliação pedagógica) em dois momentos específicos: a transição do Estado Novo autoritário para a democracia, e o período revolucionário até ao I Governo Constitucional. Privilegiando um olhar sociológico, o texto deixa em aberto muitas questões que poderão dar azo a futuros aprofundamentos, neste ou noutros campos disciplinares, ou que poderão mesmo constituir um objeto de estudo para um investimento teórico-conceptual e empírico de maior fôlego.
Palavras-chave: avaliação dos alunos; regime autoritário; período revolucionário.
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