Escola e combate à violência contra as mulheres na Literatura Recente (2020-2025).
DOI:
https://doi.org/10.24140/issn.1645-7250.rle.11773Resumo
Este artigo argumenta que a escola atua simultaneamente como espaço de reprodução e de potencial combate à violência contra as mulheres. Mediante revisão sistemática da literatura (2020-2025) orientada pelo PRISMA 2020 e articulada a procedimentos qualitativos baseados na constelação adorniana e em decomposições imagéticas, analisamos treze artigos. Os resultados evidenciam que essa violência é um fenômeno estrutural e interseccional enraizado na ordem patriarcal, o qual perpassa os muros escolares. Constatamos que a instituição frequentemente legitima essa violência de forma simbólica, agravada pelo “medo pedagógico” em contextos reacionários e por omissões curriculares diretas, como a neutralização do conceito de gênero na BNCC. O impasse entre a potência crítico-emancipatória da educação e a sua cumplicidade institucional exige profunda autocrítica. Concluímos que, para atuar como antítese social da sociedade, a escola precisa reconhecer-se como reprodutora de opressões e trabalhar imersa nessa contradição. Demanda-se um currículo que confronte as desigualdades, permitindo que a escola aja consciente de suas limitações, sem resignar-se à mera reprodução do real: não é porque não vamos resolver tudo que não podemos fazer nada.
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Direitos de Autor (c) 2026 Esp. Caroline Winke Ávila, M.Ed. Guilherme Orestes Canarim, M.Ed. Andreza de Oliveira, M.Ed. Patrick Dutra, Carolina Bitencourt Ferreira, Esp. Mirela Gusato, Esp. Gabriel Cesar Costa

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